..Seja realista: exija o impossível
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..TERRORISMO POÉTICO
..ARTE SABOTAGEM
..TEATRO SECRETO
..RELIGIÕES LIVRES
..CONCEITOS DISTORCIDOS
..IDEOLOGIAS SAQUEADAS
..PIRATARIA DE IDÉIAS
..SABOTAGEM CULTURAL
..LINKANIA
..FNORD
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..Ofensas pessoais a Ari Almeida pelo e-mail:
..[ arialmeida2003@yahoo.com.br ]
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..Tukaga Livros
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..Baixe aqui o Manual Prático de Delinquência Juvenil
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..e aqui o Manual Prático de Delinquência Juvenil - 2ª edição
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..DELINQÜENTIOS & DELINQÜENTIAS
COM MUITO ORGULHO APRESENTO A TODOS OS LINKS
PARA OS BRÓGUESGRÓGUES DOS FREQUENTADORES MAIS
ASSÍDUOS DESTE ANTRO DE VÂNDALOS:

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..Manan Blog
..Blog do meu amigo gaúcho torcedor do Internacional
..Ô loco meu!!!!
..É o Rafiuzkiz na fita
..Memórias de Um Cheira Cola
..Reverendo .Fatsync é um Monstro Sagrado Absoluto
..Assim Assado
..A Pirofágica é a Piristrela do meu Coração Camaleão
..mundoYmundo
.. Blog de uma Ratazana Freestyle chamada Jubyleu
..O Entorta Cano
.. Juca Sassafrás apavorando Floripa...e a net...e o Sistema (Monstro Sist)
..Mada de Nada!!
..É a Dani!! É a Dani
..Reverendo Freak C
..Meu irmão separado na maternidade, de fé mesmo
..Le Place Absurdo
..Home Page da lenda viva que já foi Fong, e que hoje é Wodouvhaox
..
..
..Timóteo Pinto
..Eu, tú, ele, eles, nós, vós. todo o mundo é Timóteo Pinto
..Seja Timóteo Pinto no Orkut
..Nos outros lugares, basta dizer: Todos somos Timóteo Pinto
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A maioria dos blogs linkados na seção A JUVENTUDE DOENTE NO REINO DOS BLOGS (situada logo abaixo)
..
Estão quebrados, segue abaixo uma lista atualizada
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dos doentes que nos linkaram. ..
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LINKANIA ..
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Árvores e Nuvens
..
Dona Buba
..
Aborto Social
..
Arte do Caos
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Agnóstico Vagabundo
..
Textorama
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Che With Glasses
..
La cucaracha volaaaante!!!
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Toad [MS]
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..A JUVENTUDE DOENTE NO REINO DOS BLOGS ou
..O CAOS AVANÇA!!!!!!!!!!!!!!!
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..Psicodelismo & Arte
..Prestem atenção nesse fotolog, coisa fina, palavra de delinquente!
..Otacílio Couto
..Fotolog do Ota!!
..Meu velho amigo Ota, atuando em duas frentes, blog & fotolog.
..Biocosmo
..Renato, o Lobo Guará Livre do Cerrado
..Alriada Express
..Daniel Duente, continua sem ter feito contato, mas o cara é genteboa e seu blog é maaaassa
..toomanypeople
..Esse cara é BH e seus posts são hi-lá-ri-osss
..A Arte do Caos
..porque tú tá ligado que o caos é uma arte, não é mesmo?
..Caos!!!!
..O blog da Manu, ela tirou o link pra cá, mas deixou o do Timóteo Pinto, hehehe!!
..disgua - CTRL C + CTRL V
..É a Diaângela, tô falando que é a Diângela...não querem acreditar
..Desobediência
..Desobediência por uma questão de classe
..Eu Rasgo Dinheiro!!!
..Motos & Mulheres, no Blog do Fumaça from Itajaí
..Fuga do Sistema
..Fuja locôôô!!!!!
..Gárgula Irato
..O Gargula Irato posta num dos blogs que eu mais curto, o cara tem idéias fortes
..O diário virtual do Julio
..A Lenda, o Mito, uma das grandes promessas do Novo Jornalismo...argh!!!
..Marty MacFly
..Quem é Marty McFly???....Ganha um molotov quem responder
..Micrópolis
..Poesia, literatura, artes, cultura japonesa e multiculturalismo - By Mak
..Minha Vida DDA
..Tá meio parado, mas o arquivos valem a leitura
..Fotolog Radial
..o Dificil aprendizado de aceitar o diferenciado
..Pandemonium
..Apareçeu no Blogs of Notes e a dona surtou e se indgnou. É, atitude é o que há!!
..Reboladeira
.. O blog da Beth, cadê a Beth??? Pelamorde Éris, me respondam!!!
..Reciclável
.. O blog da Ana...que é prima da Dani...que é amiga da Aline, que nem conheçe
..Se1t@ M@c@br@
..O Antigo do blog da antiga lenda urbana auto-intitulada Ivo Cruz
..Sensible Madness
..A Natas_F é uma mina muito style, vai por mim
..Surrealismo dos Atos
..A Lebre de Março pode um dia te visitar!
..Terra dos Homens
.. Agora em novo endereço - confira Djá! ..Túlio Vianna
..O Professor Túlio saca das coisas: ao Mestre com carinho
..Dória
.. Antigo blog da Andreia, do tempo que eu chamava ela de Dória Grey
..Fotolog da Dória
..Sim, agora podemos acompanhar a Rainha Dória através de seus clicks!!!!
..Holistic Connection
..Tapera Virtual, antigo blog do Hilukus, que foi um dos primeiros a apoiar nossas rebordosiçes
..Ópio
..É o Ralph matando a pau num nums blogs mais estilosos da nossa coluna da esquerda, leitura obrigatória e quase diária
..Web Vandal
..Vandalismo é tudo, padronização não é nada
..Marcas Urbanas
..Uma coletânea de fotos de Stencils, colagens e grafittis desta Curitiba Cinzenta & Gelada
..O Templo
..Nosso irmão mais novo da Caos Family
..StraighEdg Bandido!!!
..O cara odeia Ari Almeida, sujeito decidido
..blog do CADELÃO
..O Blog do Cadelããããão!!!! Bóra todo mundo vandalisar o blog desse depravado século XXI!!!
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..Com vocês:
..O ESTRANHO mundoYmundo DE
..DANI.EL MACEDUSSS
..rranhyu
..ornitorrincosss
..Macedusss não existe
..derrotados pela própria fraqueza
..E esta lenda morta tmb edita ZINES
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..GOSTOSO É FAZER SABOTAGEM
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.. e-zines (cultura pop: existe isso?)
..banditzine
..Natalcore
..Omelete
..Rock Way of Life
..Alucináticos
..Senhor F
..Trabalho Sujo
..Fraude
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.. leitura diária (delinqüentes lêem todo dia?)
..no mínimo
..Marketing Hacker
..Carta Capital
..Tudo Paraná
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.. OUTROS BLOGS SÃO POSSÍVEIS:
..Ódio
..Os caras nos odeiam e são malas, logo, devem ser bons
..Front da Serra
.. O Breno brigou com a gente, logo, deve ter um pingo de bom senso
..Planos periculozamente editados
.. Blog do amigo do Juby
..Poesias Góticas
.. Não sei porque, mas a Tytânia nos deslinkou...
..A Farsa Bípede
.. Outro que um dia nos linkou, e agora deslinkou.
..Máquina del Diablo
..Mais um que nos deslinkou, máquecaráio!!!
..Socialmente Aceitável
..Esse site é doido, vai por mim, é louco meeeesmo!!
..Quitandinha 111
..O Blog da Ingrata da Sharon
..Lila
..A Enésima Encaranação de Éris
..
.. los hermanos (nada a ver com os Loser Manos)
..Manzanas Podridas (Argentina)
..menos que cero diario (Argentina)
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.. essa galera aqui em baixo nunca nos linkou, mas nós curtimos de montão esses seus blogs Escrotos, Toscos & Maravilhosos
..Aceitamos Sugestões
..A Alma do Gato
..Ações Provocativas
..Átomos do Alessandro
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..Sociedade Doente
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..É permitida a reprodução total ou parcial dos textos contidos neste site mesmo que a fonte, o link e o autor não sejam citados Estão todos autorizados a copiarem os textos, modificarem o que quiserem, assumir a autoria e utilizarem para o que bem desejarem.
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..Goze sem entraves

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..NENHUM HOMEM É UMA ILHA
..MAS TAMBÉM NENHUM HOMEM É UMA SALADA DE BATATAS
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..Você tem o endereço, porque você não passa lá
..CMI
..Mídia Tática
..Relatório Alfa
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..Rizoma
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..Arquivos da Demência Ontológica
..A Invasão dos Memes
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..ALGUNS RESPONSÁVEIS PELAS
..SEQUELAS CULTURAIS DE ARI ALMEIDA
..Antonin Artaud
..Wilhelm Reich
..Raoul Vaneigen
..outro dia eu continuo esta lista ..
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..O que queremos, de fato,
..é que a juventude
..volte a ser perigosa

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..Se o que vc faz
..Faz impunemente
..é porque é inofensivo

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..Estamos em Território Inimigo
..E o Inimigo está em nós

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..NÃO RESPEITE NADA!!!
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..NENHUM RESPEITO POR NADA!!!!
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..TODA A PROPRIEDADE É UM ROUBO
..Roube os textos desse blog!
..Editar + Copiar
..Editat + Colar
..Mude o texto
..Assuma a autoria
..Plagie descaradamente
..Seja um ladrão e não respeite a propriedade intelectual!

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..NÃO SE LEVE A SÉRIO ..NÃO LEVE NADA MUITO A SÉRIO ..
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..Este é um território improdutivo do blog
....mas isso nai acabar!!!!!
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..OS SETE POEMAS DAS VIDRAÇAS
..(por Fabio Samwise)
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..Mortos vivos
..Nas ruas
..um belo sol Acaricia os doentes...
..Quem pode ter o tempo,
..pra viver o dia inteiro?
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..Brancura luna
..Rente ao teu corpo,
..a brancura lunar,
..ficarei por eternidades...
..até saber do gosto essencial de ti.
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..Kelper
..Kelper é uma ilha.
..As pessoas também...
..Romper essa distância,
..inaugurando-se noutro ser,
..não existem coordenadas...
..Apenas...
..beijos e palavras...
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..A geladeira
..Domingo ela abriu a geladeira 119 vezes...
..mas, não saiu ninguém...
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..Paixão
..Começa com uma vontade de morder...
..e muitas vezes, termina com um tiro...
..
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..É isso que eu adoro na paixão!!!
..Natural Arte?!
..Não...
..eu sou mais esse teu sorriso...
..esse teu cabelo...
..na minha cara...
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..Os Moradores Estranhos
..os moradores daquele prédio...
..não olham pelas suas janelas...
..pelo menos, como deveriam...
..Risadas...
..é outra coisa também...
..Não as escuto...
..estranho...
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Visitors:
umdois
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..Algum doente criou esta página
..Quer prova maior de que o caos avança? ....EU ODEIO ARI ALMEIDA!!!!
Vandalismo ou Barbárie - Distúrbio Cotidiano - Estanhos Atratores nos Caos do século XXI - A Juventude Doente mostrando a cara.  

Manual Prático de Delinquência Juvenil


Arquivos da Demência Ontológica Arquivos Mande o autor ao inferno!!

Quinta-feira, Março 05, 2009 :::
 
O link do post anterior tava errado, acertei o trubisco agora. Foi mal aê.

Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 11:39 AM


Quarta-feira, Março 04, 2009 :::
 
A principio, continuarei baixando o nível da conversa em um novo endereço

Essa mudança é pra poder rolar RSS


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 7:12 PM


 
este post é falso

Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 6:42 PM


 
Não sei vocês, mas me dá uma puta vontade de chorar toda a vez que releio a seguinte passagem do livro Nexus, do saudoso Henry Miller:

Movendo-me no meio de meu povo, nunca fiquei impressionado com quaisquer de suas realizações, jamais senti a presença de qualquer profundo impulso religioso, nem de um grande impulso estético: não existia nenhuma arquitetura sublime, danças sagradas, rituais de qualquer espécie. Movemo-nos num enxame, pretendemos realizar uma coisa: deixar nossa vida mais fácil. As grandes pontes, as gigantescas represas, os grandes arranha-céus deixavam-me frio. Só a natureza podia intilar uma sensação de medo. E nós desfigurávamos a natureza a cada passo. Sempre que saía a percorrer o país, voltava de mãos vazias. Nada de novo, nada de bizarro, nada de exótico. Pior, nada de que a gente se inclinar, reverenciar. Apenas uma terra em que todos se agitavam feito doidos. Eu palpitava do desejo de venerar e adorar. Necessitava de companheiros que se sentissem da mesma forma. Mas não havia nada que reverenciar e adorar, não havia companheiros de espírito idêntico. Havia apenas uma solidão de aço e ferro, de estoques e fianças, de colheitas e produção, de fábricas, moinhos, serrarias, uma solidão de enfado, de utilidades inúteis, de amor sem amor...

PS.: Esse livro faz parte de uma trilogia chamada A Crucificação Encarnada e é composta pelos volumes Sexus, Plexus e Nexus, dos quais possuo uma edição do Plexus já sem capa e Nexus, divida em dois volumes com capas horrorosas publicada pela editora Nova Cultural. Adoraria me livrar eles no momento em que ganhasse de presente a trilogia novinha. Interessados em realizar esse meu desejo, enviem e-mail para arialmeida2003@yahoo.com.br que respondo informando o endereço para o envio dos livros pelo correio. Obrigado


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 6:11 PM


Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009 :::
 
Viver na cidade

Estamos tão acostumados com a vida urbana que achamos que ela é normal. Mas não é.

Ao contrário das formigas e das abelhas, os seres humanos geralmente vivem em grupos pequenos, familiares, bem isolados uns dos outros. E aí você pergunta: como assim? E as cidades? E as metrópoles ao redor do mundo, uma mais imensa que a outra, aquelas enormes manchas de eletricidade visíveis do espaço onde milhões de pessoas se amontoam umas nas outras? Ora bolas, as cidades. Cidades são exceções na história humana. Desde que o primeiro humano pisou a Terra num canto esquecido da África, 100 mil anos atrás, a enorme maioria dos Homo sapiens viveu na roça, no mato, no campo. A enorme maioria das pessoas que já existiram teve uma existência rural ou selvagem e viveu a vida produzindo sua comida, dormindo e acordando ao sabor da luz do sol, convivendo com apenas um punhado de pessoas, sempre as mesmas, a vida inteira.

O ser humano é, como regra, uma espécie rural. Foi só nos últimos milênios que descobrimos o conforto de viver numa cidade. E, mesmo então, gente "da cidade", como eu e muito provavelmente você, sempre fomos uma exceção nesta nossa espécie rural. Sempre fomos minoria. Na verdade, ao longo de dezenas de milhares de anos, a população urbana nunca passou de um terço do total de pessoas. Em 1950, ela era de 30%. Mas, de lá para cá, ela não parou de aumentar. A ONU calcula que, depois de 100 mil anos de maioria rural, a população urbana chegou a 50% em maio de 2007. E agora, pela primeira vez desde o Big Bang, somos maioria. Há mais gente vivendo em cidades que no campo neste mundão. Mas isso não apaga o fato de que somos uma espécie mais dada à vida rural que à urbana.

A evolução nos construiu para plantar, capinar, colher, caçar, fofocar, coçar o dedão. Não para googlar, dirigir e falar no celular - isso aí ainda estamos aprendendo. Nossa vida tecnológica e urbana é uma raridade na história da humanidade. Mesmo assim, é nas cidades que os lances mais emocionantes da história humana acontecem. É que cidades são lugares incríveis. Nelas, as coisas ficam perto umas das outras. As pessoas ficam perto umas das outras. Isso permite que tenhamos vidas riquíssimas, que seriam impossíveis num meio de mato.

Podemos aprender com milhares de pessoas diferentes, circular entre culturas, trocar idéias. Podemos mudar de interesses um trilhão de vezes, em vez de passar décadas submetidos ao mesmo monótono calendário ditado pelas estações do ano, que determinam o plantio e a colheita. Tudo isso é fascinante.

Mas não faz sentido viver numa cidade se não formos aproveitar o que ela tem de bom. Se formos nos trancar em nossas casas, e não andarmos nas ruas, não vamos encontrar os outros, aprender com eles. Se nos dispersarmos com a quantidade de informação, não vamos nos concentrar em nada, e o que a cidade tem de fantástico vira ruído. Se formos nos domesticar por um empreguinho e nos acomodarmos com o fato de que precisamos do salário, toda essa riqueza desaparece de nossas vidas. Se entupirmos as ruas com carros e lixo, com câmeras de segurança e muros, aí ninguém se encontra, ninguém troca. E a cidade não serve para nada.


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 6:38 PM


Quarta-feira, Janeiro 28, 2009 :::
 
C:\>Individuacionismo\Lá vem Merda\Éramos Deleuzes Psiconautas.exe

Há verdades triviais e grandes verdades. O oposto de uma verdade trivial é claramente falso. O oposto de uma grande verdade é também verdadeiro. Escreverei neste texto grandes verdades, de modo que se você não acreditar em nada do que for escrito, além de estar coberto de razão, posto que também estará de posse da verdade, ainda estará seguindo o preceito vinte e três do discordianismo, que é não acreditar em nada do que lê.

Dois memes de dois Antigos Mestres me chamaram a atenção na última vez em que decidi meditar sobre o Estado das Coisas & Tudo Isso que Está Aí. Os Arngos Mestres? Frederico Nietzsche e Carlos Gustavo Jung. Fred costumava dizer (provavelmente só disse isso uma vez, mas foda-se) que indivíduos loucos são raras exceções, no entanto multidões costumam ser regra. Se não me engano até Nelson Rodrigues tinha uma opinião semelhante a respeito de multidões. Carlos Gustavo, estudioso da alma humana que era, tinha uma explicação para isso.

Segundo Jung, quando fazemos parte de um grande número de pessoas, nosso ego costuma se retrair, capitulamos enquanto individualidade, digamos assim e para sermos um pouco mais Frescos & Afetados, de modo a nos integrarmos à coletividade. Nesse momento de retração do ego que se manifesta em nós é a Sombra, aquela parte inconsciente de nossa psique onde reside tudo aquilo que não lembramos ou pior, tudo aquilo que mais detestamos em nós mesmos.

O que isso significa? Várias coisas. Uma delas é que ao nos envolvermos com um grande número de pessoas estamos dando uma grande chance para que o Lado Negro da força se manifeste. A outra coisa, e esse é o ponto em que quero chegar, é que antes de nos envolvermos em Grandes Causas quem envolvam coletividades, Movimentos & Tentativas de Salvar a Humanidade de Si Mesma devemos antes combater a Misérria de Nossas Próprias Almas. O inimigo está em nós. Se não fizermos isso, as chances de fazermos merda serão enormes e o fracasso recorrente de todas as grandes revoluções estão aí para corroborar essa teses. Onde estava a revolução antes da invenção da roda?

Hakim Bey propôs as Zonas Autônomas Temporárias para evitar esses fracassos, dentre outras coisas. Jung propôs que primeiro resolvêssemos nossos próprios problemas para depois resolver o dos outros. Bem, ele não propôs isso, com essas palavras, essa foi uma conclusão que eu tirei, mas no início do texto avisei que escreveria grandes verdades, logo, se você não concordar, também estará certo. Como era um tiozinho gente boa pra caralho, Carlos Gustavo sugeriu um método para debugar nossas almas, o Processo de Individuação.

É justamente isso que estou tentando fazer atualmente e como também sou um cara gente boa pra caralho, além de postar em partes o livro O Homem e Seus Símbolos, que é uma introdução ao pensamento junguiano farei aqui um resumo Didático & Explicativo deste famigerado processo. Nossa psique seria formada por quatro partes não totalmente distintas, mas perfeitamente identificáveis.

A mais Famosa & Conhecida & Amplamente Comentada é o Ego, aquilo que chamamos de eu quando nos referimos a nós mesmos. A grande maioria das pessoas, aquelas que tem coisas mais interessantes pra fazer do que ficar lendo sobre psicologia, só acredita na existência do Ego e a minoria, justifica as próprias cagadas na crença de que não é só ele que existe em nós. Muito conveniente, para ambas as partes. A conveniência é o combustível das grandes crenças.

O segundo componente seria a persona, que é aquela parte de nós que no trabalho responde educadamente ao bom dia do chefe, ao invés de mandar tomar bem no meio do olho do cú, que é o que aquele filho da puta merece. É a máscara que vestimos para podermos viver em sociedade. A Persona é como um personagem (daí o nome, rárá, viu como eu sou foda?) que inventamos para representar na hora de interagir com o Mundo & o Resto das Pessoas. É aquilo que achamos cool e que gostaríamos de ser.

A Sombra, o terceiro elemento, seria mais ou menos o oposto disso, tudo aquilo que não queremos ser, tudo aquilo que achamos Detestável & Podre & Despezível e que no entanto, olha que puta sacanagem, somos. Ou você acha que é perfeito? Bom, talvez sim, conheço uma caralhada que acha que é e talvez você seja um deles. Nesse caso o Elemento Grande Verdade citado no início do texto pode lhe ser útil. A questão é que também carregamos o mal dentro de nós, os chinas sabem disso e até tem um logotipo bem Bacana & Pop pra descrever essa dualidade, aquela rodinha preta & branca que chamam de Ying/Yang. Mas sejamos justos e não exageramos, a sombra não é tão malvadona assim, é também aquilo que não lembramos por considerarmos irrelevante ou por serem lembranças particularmente desagradáveis.

Por último, mas nem por isso menos importante, temos a Anima ou Animus e é quando nos adentramos no Papo Cabeça da Bagaça e que desperta os instintos mais primitivos nos homofóbicos de plantão. A Anima é a componente feminina da psique dos homens e o componente masculino da psique da mulherada. Logo, quando você se emocionar com uma música da Regina Spektor ou chorar assistindo W-alle não se desespere, você não está virando bixa, é a Anima se manifestando. Seria enfadonho explicar detalhadamente aqui, então a grosso modo Anima/animus é o que cria aquelas expectativas que esperamos encontrar na pessoa do sexo oposto numa relação amorosa.

O conjunto formado por essas quatro partes seria o Self, a totalidade de nossa psique e é aqui que volto a falar do Processo de Individuação e da premissa inicial do texto, pra quem pensa que estou digressionando miseravelmente. Esse processo seria a integração harmoniosa de todas as partes da psique. O reconhecimento por parte do Ego de que não apenas ele não está só, como também Importante & Fudidão o quanto pensa.

O confronto com a Sombra, a identificação da Persona e a compreensão da Anima, o Processo de Individuação, enfim, é particularmente importante por causa de um trubisco muito perigoso chamado Projeção. Tem também os Complexos, mas na maioria das vezes eles só fazem mal a nós mesmos, ao passo que a Projeção costuma fazer mal aos outros. Um axioma simples para descrever a Projeção é o seguinte: todo aquele defeito que você tem, mas que não admite nem fodendo, é prjetado nos outros. O inimigo externo. A Sombra tem uma especial predileção por Projeções, é sua forma por excelência de se manifestar. É a explicação para o que o que Frederico Nietzsche falou da loucura das multidões.

É também a explicação para o fato de atualmente eu estar mais preocupado em solucionar meus próprios defeitos antes de tentar mudar o mundo, seja através dos ataques que empreendia na época dos Delinquentes, relatados no Manual Prático, seja em discussões inflamadas por etílicos em bares universitários. É, mais uma vez também, minha defesa contra os inevitáveis ataques daqueles paunocús que afirmam que essa minha atitude não é nada além do Velho & Execrado individualismo burguês versão New Age & Holística & Hippie Tardia.

Para esses malas saco um neologismo bem ao gosto da Fundação Neologismo Para Um Mundo Mais Bonito, que é o Individuacionismo. Individualista o cacete! o que estou sendo é individuacionista e se existe uma forma de ativismo que me agrade participar para mexer esta minha bunda caquética é divulgar a Boa Nova do Individuacionismo por todas as querências desse mundão véio sem porteira, para que mais pessoas se realizem como indivíduos, façam uma faxina em suas neuroses, sejam mais felizes e se divirtam mai.

Creio que se a maioria das pessoas fizerem isso, todos problemas do mundo se resolverão por si próprio, o Capitalismo desaparecerá numa Nuvem de Poeira Proletária e este planetinha safado que só é azul pra quem o vê de fora estará salvo e todos os seus biomas viverão felizes para sempre. Essa é a grande verdade na qual atualmente creio com uma Convicção Absoluta & Temporária. Agora me digam, grandes verdades não são bonitas pra caralho?


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 11:45 AM


Terça-feira, Janeiro 27, 2009 :::
 
Aqui está o segundo capítulo de Ascensão de Prometeus, do genial Robert Anton Wilson

Hardware e Software: o Cérebro e o seus Programas

Nós, como espécie, existimos num mundo no qual ocorre uma miríade de Informações. sobre as matrizes dos pontosm superpomos uma estrutura e então o mundo faz sentido para nós. Os padrões e as estruturas originam-se no interior de nossas particularidades biológicas. Persinger e Lafreniere, Os Transientes do Espaço-Tempo e Eventos Pouco Comuns

Iremos considerar, ao longo de nossos estudos, que o cérebro humano é uma espécie de bio-computador, um computador eletro-coloidal muito diferente dos computadores eletrônicos e de estado sólido, que existem fora de nossas cabeças.

Por favor, pondere com cuidado e lembre-se que não foi dito que o cérebro humano É um computador. A idéia aristotélica de que para compreender algo, você deve saber o que este algo é, foi abandonada por um número cada vez maior de ramos da ciência, pela razão pragmática de que a símples palavra É, introduz um sem número de suposições metafísicas, que podemos discutir pela eternidade afora. Nas ciências mais avançadas, como a física matemática, ninguém mais fala sobre o que determinada coisa é. Costuma-se falar sobre qual modelo (ou mapa) pode melhor ser usado, para compreender aquilo que está sendo investigado.

Em geral, esse hábito científico de evitár o É, pode ser expandido com vantagens sobre todas as áreas do pensamento. Assim, quando você ler em qualquer lugar que A é igual a B, ajudará muito, para esclarecer o assunto, transformar essa frase em: A pode ser considerado como semelhante ou modelado por B.

Quando dizemos que A é B, estamos querendo dizer que A é apenas aquilo que aparece dentro de nosso campo de estudos ou da nossa área de especialização. Isto é exigir demais. Quando dizemos que A pode ser considerado semelhante a ou modelado por B, estamos dizendo o tanto quanto temos o direito de saber e não mais.

Portanto, podemos dizer que o cérebro pode ser considerado como um computador, mas não dizemos que este é um computador. O cérebro parece ser constituído de uma matéria, numa suspensão eletro-coloidal (protoplasma).

Os colóides são aglutinados, em direção à condição de gel, pelas suas tensões superficiais. Isto acontece porque a tensão superficial tende a unir, aglutinar todas as substâncias semelhantes, colando-as entre si.

Os colóides são também, de maneira inversa, separados em direção a uma condição de sol pelas próprias cargas elétricas. Isto ocorre porque suas cargas elétricas são semelhantes e cargas elétricas iguais sempre se repelem mutuamente.

No equilíbrio entre gel e sol, a suspensão coloidal mantém sua continuidade e a vida segue em frente. Conduza a suspensão muito em direção gel ou sol e a vida termina.

Qualquer produto químico que atinge o cérebro, modifica o equilíbrio gel/sol e a consciência, portanto, também se modifica. Assim, as batatas são semelhantes ao LSD, ou seja, psicodélicas, de uma maneira mais suave, é lógica. As modificações na consciência quando mudamos de um tipo de dieta, de vegetariana para onívora ou vice-versa, também são psicodélicas.

Uma vez que aquilo que o Pensador pensa o Demonstrador prova, todas nossas idéias são, em alguma medida, psicodélicas. Mesmo sem experimetação com dietas ou drogas, tudo que você pensar ver, irá ver, a menos que tal coisa seja fisicamente impossível neste Universo.

Cada computador consiste de dois aspectos, conhecidos como hardware e software (o software aqui inclui a informação).

O hardware de um computador de estado sólido é concreto e localizado, consistindo de uma unidade de processamento de dados, de uma tela de televisão (monitor), um teclado, um disco rígido (HD) - todas partes que podem ser encontradas numa loja de produtos eletrônicos, que podem ser substituídas, quando se encontra uma peça defeituosa.

O software consiste nos programas que podem existir de inúmeras formas, incluindo os programas totalmente abstratos. Um programa pode existir nu computador, no sentido de estar registrado na CPU ou um disco que descarrega a informação no computador. Um programa também pode existir num pedaço de papel, se eu mesmo o invento: nestes casos não existe dentro do computador, mas pode ser introduzido nele. Mas um programa pode ainda ser mais tênue do que no exemplo anterior, pode existir apenas dentro da minha cabeça, antes de eu tê-lo posto por escrito, ou se o escrevi diretamente no computador e depois o apaguei.

O hardware é mais real do que o software, na medida em que você sempre pode localizar o hard no tempo e no espaço - se não está no escritório, então alguém deve tê-lo removido para o quarto, etc. De outro lado, o soft é mais real, no sentido de que você pode destruir completamente o hardware (matar o computador) e ainda assim o software irá continuar a existir e pode ser materializado e manifesto num computador diferente. (Qualquer especulação neste ponto concernente à reencarnação é puta responsabilidade do leitor).

Ao falarmos do cérebro humano, como um bio-computador eletro-coloidal, sabemos onde é que o hardware se encontra: no interior do crânio. Entretanto, o software parace estar em qualquer lugar, e em todos os lugares ao mesmo tempo. Por exemplo, o soft de meu cérebro também existe fora dele em formas tais como, digamos, um livro que li a vinte anos, uma versão em inglês de vários sinais transmitidos por Pltão, há 2.400 anos atrás. Outras porções de meu software foram formuladas como o soft de Confúcio, James Joyce, meu professor de segundo grau, os Três Patetas, Beethoven, minha mãe e meu pai, Richard Nixon, meus numerosos cães e gatos, Dr. Carl Sagan e todos os demais (e em alguma extensão), qualquer coisa que, em algum momento, causou algum impacto em meu cérebro. Isto pode parecer estranhos, mas é a maneira que o software funciona.

É lógico, se a consciência consistisse apenas de nada mais que essa massa de tapioca indiferenciada, sem qualquer definição de tempo e espaço, não teríamos nenhuma individualidade, nenhum centro, nenhum Self.

Queremos saber, então, como é que, a partir de oceano universal de software, surge uma pessoa específica.

O que o Pensador pensa, o Demonstrador prova.

Uma vez que o cérebro humano, como todos os outros cérebros animais, age como um computador eletro-coloidal e não como um computador de estado sólido, este segue as mesmas leis que os demais cérebros animais. Isto é, os programas penetram no cérebro como ligações eletro-químicas, em estágios quântidos discretos.


Cada conjunto de programas constitui-se de três porções básicas:

1 - Imprints: programas mais ou menos pré-existentes no hardware, que o cérebro está predisposto geneticamente a aceitar somente em certos pontos ao longo de seu desenvolvimento. Esses pontos são conhecidos, na etologia, como momentos de vulnerabilidade ao imprint.

2 - Condicionamentos: programas que se superpõe aos imprints. São mais frouxos e mais facilmente susceptíveis ao processo de contra-condicionamento.

3 - Aprendizado: são ainda mais frouxos e mais soft que o condicionamento.

Em termos gerais, o imprint primordial pode sempre substituir qualquer condicionamento subsequente ou aprendizado. Um imprint é uma espécie de software que se misturou ao próprio hardware, ficando impresso nos neurônios jovens, quando ainda estavam particularmente abertos e vulneráveis.

Esses imprints são os aspectos não negociáveis de nossa individualidade. Da potencial infinidade de programas que existem como softwares potenciais, o imprint estabelece os limites, parâmetros, os perímetros no inteior dos quais todos os condicionamentos subsequentes e aprendizados ocorrem.

Antes do seu primeiros imprint, a consciência do recém nascido é sem forma e vazia - como o Universo ao início do Gênesis, ou como a descrição da consciência não-condicionada (iluminada, isto é: explodida), das tradições místicas. Assim que o primeiro imprint é feito, e estrutura começa a emergir a partir do vazio criativo. A mente em crescimento, portanto, torna-se prisioneira no interior dessa estrutura. Identifica-se com a estrutura num certo sentido, se torna aquela estrutura.

O processo inteiro é analisado no livro As Leis da Forma de G. Spencer Brown. Ele estava escrevendo sobre as fundações da Matemática e da Lógica. Qualquer leitor mais inteligente sabe que Brown também estava falando de um processo pelo qual todos passamos ao criarmos, a partir de um oceano infinito de sinais, aqueles constructos particulares que chamamos de mim e o meu mundo. Portanto, não é surpreendente que os viajantes de ácido, acabam dizendo que a matemática de Brown é a melhor descrição já feita de uma viagem de LSD.

Cada imprint sucessivo complica os softwares que programam a nossa experiência, a qual experienciamos como uma realidade. O condicionamento e o aprendizado constroem redes ainda mais complexas, pro sobre essas fundações de softwares imprintados. A estrutura total destes circuitos cerebrais gera nosso mapa do mundo.

Acompanhando o Dr. Thimothy leary (com algumas poucas modificações), iremos dividir esse hardware cerbral em oitos circuitos por pura conveniência. Conveniência aqui indica que esse é o melhor mapa disponível no momento.

Quatro dos circuitos são antigos e conservadores, exitem em todas as pessoas (exceto em crianças-feras). Onde os circuitos antigos recapitulam nossa evolução até o momento presente, os outros quatro circuitos futurísticos pré-capitulam nossa evolução futura.

1 - Circuito Oral de Bio-Sobrevivência: é imprintado pela mãe ou por qualquer outro objeto maternal e condicionado pelo processo subsequente de nutrição ou ameaça. Está preocupado primariamente com o ato de mamar, se alimentar, ser acariciado e pela segurança do corpo. Leva ao ato de retirar-se frente a um organismo irritante ou predador - ou qualquer coisa que esteja associada (por imprint ou condicionamento) a um fator irritante ou predatório.

2 - Circuito Anal Emocional-Territorial: é imprintado no estágio de infante, quando a criança fica de pé, anda pelo seu ambiente e inicia a luta pelo poder dentro da estrutura familiar. Esse circuito, eminentemente mamífero, processa regras territoriais, jogos emocionais, disfarces, a ordem de bicadas e os rituais de dominação e submissão que conhecemos no momento. Supõe-se que venha a ser superado em 10 ou 15 anos; mas de qualquer maneira, o mapa não é o território.

3 - Circuito Semântico de Ligação no Tempo: é imprintado e condicionado pelos artefatos humanos e pelos sistemas simbólicos. Lida e empacota o ambiente, classificando tudo de acordo com o túnel de realidade local. A invenção, cálculo, predição e a transmissão de sinais através das gerações são suas funções.

4 - Circuito Moral Sócio Sexual: é imprintado pelas primeiras experiências de relacionamento sexual que conduziram ao orgasmo na puberdade e é condicionado pelos tabús tribais. Processa o prazer sexual, as definições locais da reprodução certa ou errada. a personalidade parental adulta (papel sexual) e as formas de cuidado dos mais jovens.

O desenvolvimento destes circuitos, à medida que o cérebro evoluiu através do tempo e, uma vez que cada cérebro de primata domesticado (humano), recapitula a evolução no decorrer do processo de crescimento da infância ao adulto, torna possível a sobrevivência do reservatório genético, a sociobiologia mamífera (ordem de bicadas, ou seja, a política) e a transmissão da cultura.

O segundo grupo de quatro circuitos cerebrais é muito mais recente e cada circuito existe no momento atual em apenas algumas minorias. Onde os circuitos antigos recapitulam nossa evolução até o momento atual, esses circuitos futurístas pré-capitulam nossa evolução futura.

5 - Circuito Holístico Neuro-Somático: é imprintado pela experiência de êxtase, seja pela ioga biológica ou química. Processa as alças de de feedback neuro-somáticas (relação corpo-mente), a felicidade somático-sensorial, o sentimento de estar bem, as curas pela fé, e etc. A Ciência Cristã e a Medicina Holística consistem em truques ou aparataos que procuram fazer esse circuito entrar em atividade, pelo menos de forma temporária; a Ioga Tântrica está preocupada em trasnportar a consciência inteira e definitivamente para este circuito.

6 - Circuito Coletivo Neuro-Genético: é imprintado pelas Iogas Avançadas (choques-bioquímicos-elétricos). Processa os sistemas de feedback entre DNA/RNA e o cérebro, sendo coletivo na medida em que contém e tem acesso a todo o script evolucionário, passado e futuro. A experiência desse circuito é numinosa, mística e desestruturadora da mente; aqui se encontram os arquétipos junguianos do Inconsciente Coletivo - Deuses e Deusas, Demônios, Anões e outras personificações dos programas de DNA (instintos), que nos governam.

7 - Circuito de Metaprogramação: é imprintado por iogas muito avançadas. Consiste, em termos modernos, na consciência cibernética reprogramando e reimprintando todos os outros circuitos, chegando mesmo à reprogramação de si mesmo, tornando possível uma escolha consciente entre universos ou túneis de realidade alternativos.

8 - Circuito Quântico Não-Local: é imprintado pelo Choque, por experiências próximas da morte ou de morte clínica, pelas experiências fora do corpo, por percepções trans-temporais (precognição), por visões trans-espaciais (telepatia, etc). Sintoniza o cérebro no sistema de comunicação quântico não-local, que foi sugerido por físicos tais como Böhm, Walker, Sarfati, Bell, etc.

Esses circuitos serão explicados à medida que seguirmos em frente.

Exercícios

1 - Vá a uma loja de computadores e peça uma demonstração de como funciona um computador. Em seguida, releia este capítulo.

2 - Para compreender hardware e software (aplicados no cérebro humano) realize a seguinte meditação:

Sente-se num quarto onde não seja perturbado por cerca de meia hora e começe a pensar: estou sentado nesse quarto fazendo exercício proquê... Faça uma lista mental de tantas causas ou porquês possa pensar.

Por exemplo, você pode estar fazendo este exercício porque, obviamente, leu sobre ele neste livro. Por que comprou este livro? Alguém recomendou? Como é que esta pessoa entrou na sua vida? Se simplesmente escolheu numa livraria, por que é que lhe aconteceu estar presente naquela livraria justamente naquele dia?

Por que lê livros deste tipo - sobre psicologia, consciência, evolução, etc? Como é que veio a se interessar por esses campo? Quem o sensibilizou para isso e a quanto tempo? Quais os fatores de sua infância que determinaram sua inclinação para pesquisar esses assuntos mais tarde?

Por que está fazendo esse exercício nesse quarto e não noutro lugar? Por que comprou essa casa ou apartamento? Por que está nessa cidade e não noutra? Porque neste continente e não noutro?

Afinal de contas, por que é que você está aqui? Como é que seus pais se conheceram? Eles decidiram conscientemente ter um filho ou você foi um acontecimento acidental? Em que cidade você nasceu? Se numa cidade diferente, por que vocês se mudaram no tempo e no espaço de tal forma que suas trajetórias viessem a se cruzar?

Por que é que este planeta é capaz de suportar e manter vida e por que veio a produzir o tipo de vida que viria a imaginar este exercício?

Repita o exercício alguns dias depois, tentando perguntar e responder cinquenta perguntas que não havia pensado da primeira vez (Observe que você não pode responder todas as possíveis perguntas)

Evite todas e quaisquer especulações metafísicas (por exemplo: karma, , destino, etc). A feitura deste exercício já é suficientemente espantosa para que venhamos a introduzir teorias ocultas, e será muito mais interessante tentar evitar este tipo de especulações flagrantemente místicas.


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 11:48 AM


Quinta-feira, Janeiro 22, 2009 :::
 
Sexta-feira da semana passada rolou comigo uma sincronicidade pra lá de escrota. Bom, pra lá de escrota não seria uma definição muito... digamos assim, fidedigna. O melhor mesmo seria chamá-la de Sincronicidade Cretina. Chegando no Terminal Cabral, o meu buzum já estava parado no ponto e de longe vi que ainda restavam cadeiras vazias. Não costumo correr pra pegar ônibus, costumo dizer que é melhor perder o ônibus que perder o estilo, mas naquele dia abri uma exceção.

Olhei de relance que ônibus era, Guaraituba-Cabral e entrei apressadamente, antes que as portas se fechassem. Acontece que as tais cadeiras vazias eram duas e também era duas as tiazinhas que entraram, também apressadamente, na minha frente. Já estava emitindo mentalmente um puta que o pariu quando, qual não foi minha surpresa!, as tiazinhas desistiram e resolveram descer. Blam! As portas se fecharam, sentei e duas das respeitáveis senhoras tiveram que viajar de pé.

Naquela mesma sexta-feira tinha chegado, via Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, o livro A Ascensão de Prometeus, de Robert Anton Wilson, que o Papa João Paulo V havia me mandado de João Pessoa. Abri o livro e então escutei uma delas, ou as duas ao mesmo tempo, não lembro agora, dizer:

- Te juro que vi escrito Guaraituba-Cabral.

Desta vez mentalizei mesmo o puta que o pariu. Ônibus errado, aquele era o Cabral-Maracanã. Sendo que o ônibus em questão era o que aqui em Curitiba é chamado de ligeirinho e que só pára nos terminais, significava uma perda de tempo estimada em 50 minutos. Como sou um cara resignado com as próprias cagadas, fiquei na minha. Elas não.

- Viu como é verdade que às vezes a gente lê o que quer que esteja escrito?

Sorri, olhei para o livro e pensei: onde que quer que o tio Bob Wilson esteja agora, se ouvisse essa frase, sorriria também.

Esse preâmbulo metido a parábola metida a besta serve bem para ilustrar o fato de que obecerei a Lei de Amra. Pra quem não sabe que porra de lei é essa, explico. Existe um antigo costume, registrado em vários arquivos místicos, conhecido como Lei de Amra.

Essa lei chegou a ser uma doutrina sagrada entre os antigos egípcios e, mais tarde, entre os povos judeus. Esta é a original Lei de Amra: se orarmos a Deus ou fizermos um pedido aos Mestres Espirituais buscando alguma ajuda especial por causa de algum problema de ordem física, emocional, mental, espiritual ou material e a prece for ouvida e o pedido concedido, será nossa obrigação fazer alguma compensação, não somente através de uma prece de agradecimento, mas, também, levando a outros uma pequena parte do benefício recebido.

E é justamente isso que farei. Como A Ascensão de Prometeus é um livro a muito tempo esgotado e o interesse pela obra de Robert Anton Wilson só fez aumentar no Brasil com as recentes publicações de algumas de suas obras pela Editora Madras, irei digitalizar o livro. Irei publicando os capítulos através de posts aqui no blog, conforme for digitando. Ao final de cada capítulo, o autor sugere uma série de exercícios quem visam uma completa assimilação dos conceitos apresentados. Seria interessante discutirmos na área de comentários os resultados, caso alguém se preste a praticá-los.

Pra finalizar, se alguém não entendeu que merda essa Sincronicidade Cretina que relatei tem a ver com a questão, a leitura do livro será deveras esclarecedora. Com vocês, o primeiro capitulo de A Ascensão de Prometeus:

O Pensador e o Demonstrador

Tudo que somos é resultado de tudo aquilo que pensamos. Está fundamentado no pensamento. Está baseado no pensamento. Buda, o Dammapada.

O pai da psicologia americana, William James, relata um encontro que teve com uma velha senhora, que lhe disse que a Terra estava assentada sobre as costas de uma tartaruga.

- Mas minha senhora - perguntou o professor James, tão polidamente quanto podia, - e o que é que sustêm a tartaruga?

- Ah! É fácil! - respondeu a senhora. - Ela está apoiada nas costas de outra tartaruga.

- Ah, sim... - disse o professor, ainda polido. - Mas a senhora gentilmente poderia dizer-me o que é que sustêm essa segunda tartaruga?

- Não me venha com conversas, Professor! - disse a velhina, obviamente notando que ele a estava levando em direção a uma armadilha lógica. - São taratarugas sobre tartarugas o tempo todo!

Não sejamos rápidos em rir daquela velhinha. Todas as mensagens humanas trabalham fundamentalmente com princípios semelhantes. O universo da velhinha era um pouco mais estranho que o da maioria das pessoas que conhecemos, mas foi construído sobre os mesmos principios fundamentais que serviram de base para qualquer outra forma de universo que as pessoas venham a acreditar.

Como o Dr. Leonard Orr notou, a mente humana se comporta como se estivesse dividida em duas partes, o Pensador e o Demonstrador. O Pensador pode pensar em virtualmente sobre tudo. A História mostra que ele pode pensar que a Terra está apoiada numa sequência infinita de tartarugas superpostas, que é oca ou que está flutuando no espaço. (milhões de pessoas acreditam nisso, incluindo o autor)

A Religião e a Filosofia comparadas mostram que o Pensador pode se considerar mortal, imortal, tanto imortal como mortal (o modelo reencarnacionista, por exemplo) ou mesmo, como não-existente (Budismo). Ele pode se pensar como vivendo num Universo Cristão, num Universo Marxista, num Universo Relativístico Científico ou num Universo Nazista, entre muitas outras possibilidades.

Como psicólogos e psiquiatras observaram com frequência (para grande desespero de seus colegas médicos), o Pensador pode se pensar doente e também saudável, novamente.

O Demonstrador é um mecanismo muito mais simples. Opera de uma única maneira, sempre: Aquilo qie o Pensador pensa, o Demonstrador prova.

Para citar um exemplo famoso, que permitiu o desencadeamento de horrores incríveis no começo do século passado, se o Pensador pensar que todos os judeus são ricos, o Demonstrador irá provar isso. Irá coletar evidências de que o mais pobre dos judeus, no mais decrépito dos guetos, possui dinheiro escondido em algum lugar.

Se o pensador pensar que o Sol de move ao redor da Terra, o Demonstrador irá organizar diligentemente todas as percepções, para que elas se encaixem naquele pensamento; se o pensador modificar sua mente e decidir que é a Terra que se move ao redor do sol, o Demonstrador irá reorganizar a evidência.

Se o Pensador pensa que a Água Benta de Lourdes irá curar o seu lumbago, o Demonstrador irá orquestrar habilidosamente os sinais das glândulas, músculos, órgãos, etc, até que eles organizem-se num estado saudável outra vez.

Logicamente é fácil ver que as mentes das outras pessoas funcionam desta maneira; mas é mais difícil conscientizarmo-nos de que a nossa própria mente também funciona desta maneira.

Acredita-se, por exemplo, que alguns homens são mais objetivos que os outros (raramente ouve-se isso de mulheres). Os homens de negócios costumam ser orgulhosos, pragmáticos e objetivos neste sentido. Uma breve avaliação das políticas histéricas, que a maioria dos homens de negócios parece copiar e utilizar, irá rapidamente corrigir esta impressão.

Os cientistas, entretanto, ainda são considerados como sendo objetivos. Nenhum estudo da vida dos grandes cientistas irá confirmar isso. eles foram tão passionais e, portanto, tão preconceituosos quanto um grupo de grandes pintores ou músicos. Não foi apenas a Igreja, mas também os astrônomos reconhecidos e estabelecidos da época, que condenaram Galileu. A maioria dos físicos rejeitaram a Teoria Especial da Relatividade de Einstein em 1905. O próprio Einstein não reconhecia nada da Teoria Quântica após 1920, não importando quantos experimentos viessem suportá-la. O envolvimento teimoso de Edison com geradores elétricos de corrente contínua (CC), fizeram-no afirmar que a corrente alternada (CA) era insegura à saúde por muitos anos, mesmo depois que esta foi comprovadamente reconhecida como segura para todas as pessoas.

A teimosia de Edison sobre esse assunto era em parte resultante de sua inveja de Nikola Tesla, o inventor do gerador de corrente alternada. Por sua vez, Tesla recusou o Prêmio Nobel quando este lhe foi concedido em conjunto com Edison porque recusava-se a aparecer na mesma plataforma que ele. Estes dois gênios foram capazes de objetividade, de praticar ciência em apenas certas condições limitadas de laboratório.

A ciência atinge ou se aproxima da objetividade não porque um cientista individual se tornou imunde às leis psicológicas que nos governam, mas porque o método científico - uma criação de grupo - eventualmente supera os preconceitos pessoais e particulares ao longo do tempo.

Para considerar um evento famoso dos anos 60, havia um ponto de divergência entre pesquisadores de três grupos, que haviam provado que o LSD causava danos nos cromossomos, enquanto que outros três grupos haviam provado que o LSD não causava nenhum efeito sobre os cromossomos. Em cada um dos caso, o Demonstrador havia comprovado aquilo que o Pensador pensava. Na atualidade, existem na física sete experimentos que confirmam um conceito altamente controverso, conhecido como Teorema de Bell e dois experimentos que o refutam. Na área de percepção extra-sensorial, os resultados de pesquisa foram uniformes durante mais de um século: todos os pesquisadores, que propuseram-se a provar que o Paranormal existe, obtiveram sucesso e todos que propuseram provar que não existe, também obtiveram sucesso.

A Verdade ou a verdade relativa, emerge somente depois de décadas de experimentos, realizados por milhares de grupos espalhados por todo o mundo. No final, estamos esperançosos de aproximar-mos mais e mais da Verdade Objetiva ao longo dos séculos. Num prazo menos a Lei de Orr sempre se verifica: seja aquilo que o Pensador pensa, o Demonstrador prova.

(Se o leitor é um cientista, não se alarme. Isto não se refere a você, mas apenas para aqueles tolos crédulos do campo oposto, que a sua teoria é a única que funciona. É lógico.)

Se o Pensador pensa de uma maneira suficientemente apaixonada, o Demonstrador iré provar o pensamento de uma forma tão conclusiva, que você nunca fará com que a pessoa saia dessa visão, mesmo que seja algo tão estranho como a existência de um vertebrado gasoso de dimensões astronômicas (DEUS), que gasta toda a eternidade torturando as pessoas que não acreditam na sua religião.

Exercícios

Por mais desagradável que possa parecer, você nunca irá compreender nada, meramente lendo sobre o assunto. Este é o porquê de todo curso científico incluir experimentos de laboratório e todos os movimentos de liberação da consciência exigirem a prática de iogas, meditações e formas de confrontação, etc; nas quais as idéias são testadas no laboratório de seu próprio sistema nervoso. Assim, o participante não irá compreender os conceitos, a menos que ele ou ela façam os exercícios propostos após cada capítulo.

Para explorar o Pensador e o demonstrador, tente o seguinte:

1 - Visualize algum objeto pequeno (bijuteria, botão, etc), de maneira vívida e, de uma maneira igualmente vívida, visualize que vai encontrar este objeto na rua. Então, comece a procurar esse objeto todas as vezes que você sair pra passear, enquanto continua a vizualizá-lo. Tome nota de quanto tempo leva para encontrá-lo.

2 - Explique o experimento acima pela hipótese da atenção seletiva, ou seja, acredite que devem existir muitos objetos semelhantes àquele visualizado, espalhados por todos os cantos e que você iria inevitavelmente encontrar um, a partir do momento em que começou a procurar de forma contínua. Então saia a procura de outro objeto.

3 - Explique os experimentos pela hipótese mística alternativa de que a mente controla tudo. Acredite que você fez o objeto manifestar-se no Universo. Saia em procura de um segundo objeto.

4 - Compare o tempo que levou para encontrar o segundo objeto utilizando a primeira hipótese (atenção), com o tempo que levou para encontrar o segundo objeto, apartir da segunda hipótese (mente sobre a matéria).

5 - Com sua criatividade, invente experimentos semelhantes e em cada um compare as duas teorias - atenção seletiva (coinscidência) versus a teoria da mente controla tudo (psicocinese).

6 - Evite chegar a alguma conclusão definitiva e prematura. Ao final de um mês, releia o capítulo, pense e reflita sobre e ainda assim, postergue a tentativa de chegar a alguma conclusão dogmática. Aceite que seja possível que você ainda não saiba tudo, que ainda tem algo a aprender.

7 - Convença-se (se ainda não se convenceu) que você é feio, pouco atraente e aborrecido. Vá a uma festa com esse cenário mental/emocional. Observe como é que as outras pessoas o tratam.

8 - Convença-se (se é que ainda não se convenceu disso) que você é belo, irresistível e brilhante. Vá para uma festa com esse cenário mental/emocional. Observe como é que as outras pessoas o tratam.

9 - Este é o mais difícil dos experimentos e vem em duas partes. Primeiro, observe de perto, de forma desapaixonada, dois grandes amigos seus e depois, duas pessoas desconhecidas. Tente imaginar como é que seus Pensadores pensam e como os seus Demonstradores metodicamente provam os pensamentos gerados. Segundo, aplique o mesmo exercício a você mesmo. Se você pensa que aprendeu as lições desses exercícios em menos de seis meses realmente não trabalhou sobre estes. Com algum trabalho REAL, em seis meses você deverá estar começando a descobrir o quão pouco sabe das coisas.

10 - Acredite que seja possível flutuar e voar, apenas por querer. Veja o que acontece. Se esse exercício provar-se tão desapontador para você o quanto foi pra mim, tente o exercício número 11 abaixo, que nunca é desapontador.

11 - Acredite que você pode superar em muito todas as suas ambições prévias e todas as suas esperanças; em todas as áreas de sua vida.




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Aguardem para muito em breve, o próximo capítulo


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 6:03 PM


Terça-feira, Janeiro 20, 2009 :::
 
Tempos modernos

Notícias tendenciosas, hoaxes, spams, boatos sem sentido, intensionalmente ou não espalhados, manipulação política, informações inúteis, curiosidades supérfluas, omissão de informação, campanhas de desinformação, teorias conspiratórias, histerias coletivas, factóides e intervenções anônimas de pseudo-artistas fracassados, escatologia, terrorismo poético, flame wars, humor nonsense, bancos de dados apagados e back-ups perdidos, ensaios de relativa relevância acumulando mofo em profundesas oceânicas abissais, obras que ninguém entende, dicas de especialistas em como combinar a cor da meia com o cardápio de um jantar tailandês e o tipo de transtorno de personalidade do seu acompanhante, relatórios globais sobre o número de mortos em tragédias naturais do ano retrasado, profecias financeiras auto-realizáveis, profecias auto-realizáveis em geral - vou arrancar teus olhos com as mãos puta velha imunda - exuberância irracional dos mercados, efeito-manada-direto-para-o-buraco, narcisismo e exibicionismo coletivo, blogs, fotologs, o vídeo-do-meu-cachorro-cheirando-a-própria-merda, defacers pornográficos, hackers assexuados, crackers obsessivo-compulsivos, montagens difamatórias mal-feitas, montagens difamatórias bem-feitas, montagens difamatórias verídicas!!! Vídeos amadores de lobas-solteiras-em-busca-de-sexo, vídeos caseiros de bichas-em-busca-de-pica, sexo com animais, sexo com freiras, pedofilia, inversão de papéis, incesto, cropofagia, necrofilia, BDSM, BBBs, animes transexuais, ursos de pelúcia de olhos amendoados empalados até a garganta, pirataria generalizada, plágio e falsificações, opiniões infundadas, pesquisas de opiniões infundadas, estatísticas furadas, projetos de pesquisa científica acerca de banalidades cotidianas financiados pelo governo, cartas escritas em etrusco, enormes enumerações de fatos díspares, todos os atendentes ocupados, lixo cultural reciclável, propagandas de produtos inexistentes, golpes, pirâmides financeiras, necrópsias e aberrações,vídeos de assassinatos, vídeos de acidentes automobilísticos, vídeos de brigas de gangues, vídeos de abortos involuntários pela boca, receitas de tortura medieval, discussões pseudo-científicas em fóruns pseudo-político-econômicos, informações históricas adulteradas, fatos políticos deturpados, erros de transmissão, ruído branco, junkies informacionais andando em círculos por séculos a fio, corrupção de dados na memória esmagada em restos de eterno presente, receitas de drogas caseiras feitas de lixo de bateria, ativistas de causas obscuras, relato real de um skoptsi russo auto-castrado do século XIX, a janela, o zoológico, o corpo em pedaços, gurus econômicos neo-hippies traçam gráficos baseados em astrologia quântica, grupos anarco-nacional-socialistas e terroristas da velha guarda an-cap explodem o FED, o braço esquerdo de alguém caiu escada abaixo e ninguém lembra ou se importa onde está o direito para pegá-lo, o troll imortal, pop-ups de descontos, notícias bizarras, fotos de atropelamentos, novas dietas, descendentes de muçulmanos gerados em prostíbulos judeus inauguram a Igreja da Sétima Ressurreição Re-Crucificada de Cristo, aguardam a oitava crucificação versão redux, nerds de todo mundo em estado semi-catatônico batem uma punheta coletiva, William Burroughs rolando na cova, pornografia para crianças, mercado negro de anfetaminas, epidemias de doenças medievais, artista performático incendeia o Louvre e denuncia a fetichização da arte, coloca fotos das obras em tamanho natural à venda numa instalação ao ar livre no Taiti e doa a arrecadação para o Khmer Vermelho, paranóicos seguem dia e noite tentando apagar toda e qualquer informação existente sobre si mesmos, 300 monges meditam sob efeito de tiner com mãos, boca, garganta e pulmões queimados por três dias e noites de uso incessante, se matam num surto psicótico transmitido em rede nacional,o mais novo herói da humanidade decarrega uma metralhadora em alguma escola, sobreviventes navegam um catálogo ilustrado on-line de doenças de pele, feministas e red necks, anarquistas e neo-nazis, vegans e neo-cons, delirium tremens, redução ao absurdo, a navalha, pedaços de cabelo, vísceras pelo chão, carne esfolada, são para seus olhos... a última do verão para magéééééérrimas que se resumiram a um cu com dentes, ao caminho mais curto entre dois pontos, a autofagia perfeita, às demais, o açogueiro, queridinha..., meu braço!, meu braço! entropia exponencial, fake do fake, interferências, cachaceiro desgraçado! hoje eu não volto, após o preço do dólar desabar, a China declara falência por seus títulos da dívida americana não valerem mais porra nenhuma, terremoto mata mais de 20 mil no Paquistão, acidente aéreo em Budapeste mata outros tantos, a vida é um puteiro, um tiro na boca de todos com muito amor & muito carinho.


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 11:46 AM


Sábado, Janeiro 17, 2009 :::
 
Esta é a segunda parte do post anterior, logo, leiam o outro primeiro.

A Importância dos Sonhos
(parte dois)

Sigmund Freud foi o pioneiro, o primeiro cientista a tentar explorar empiricamente o se­gundo plano inconsciente da consciência. Traba­lhou baseado na hipótese de que os sonhos não são produto do acaso, mas que estão associados a pensamentos e problemas conscientes. Esta hi­pótese nada apresentava de arbitrária. Firmava-se na conclusão a que haviam chegado eminentes neurologistas (como Pierre Janet, por exemplo) de que os sintomas neuróticos estão relacionados com alguma experiência consciente. Parece mes­mo que estes sintomas são áreas dissociadas da nossa consciência que, num outro momento e sob condições diferentes, podem tornar-se cons­cientes.
Antes do início deste século, Freud e Josef Breuer haviam reconhecido que os sintomas neu­róticos - histeria, certos tipos de dor e comportamento anormal - têm, na verdade, uma sig­nificação simbólica. São, como os sonhos, um modo de expressão do nosso inconsciente. E são igualmente simbólicos. Um paciente, por exem­plo, que enfrenta uma situação intolerável pode ter espasmos cada vez que tenta engolir: não pode engolir a situação. Em condições psicoló­gicas análogas, outro paciente terá acesso de as­ma: ele não pode respirar a atmosfera de sua casa. Um terceiro sofre de uma estranha parali­sia nas pernas: não pode andar, isto é, não po­de continuar assim. Um quarto paciente, que vomita o que come, não pode digerir um de­terminado fato. Poderia citar inúmeros exemplos deste gênero, mas estas reações físicas são apenas uma das formas pelas quais se manifestam os problemas que nos afligem inconscientemente.

Eles se expressam, com muito mais frequência, nos sonhos.

Qualquer psicólogo que tenha ouvido várias descrições de sonhos sabe que os seus símbolos existem numa variedade muito maior que os sin­tomas físicos da neurose. Consistem, inúmeras vezes, de elaboradas e pitorescas fantasias. Mas se o analista que se defronta com este material oní­rico usar a técnica pessoal de Freud da livre as­sociação vai perceber que os sonhos podem, eventualmente, ser reduzidos a certos esquemas básicos. Esta técnica teve uma importante função no desenvolvimento da psicanálise, pois permi­tiu que Freud usasse os sonhos como ponto de partida para a investigação dos problemas in­conscientes do paciente.

Freud fez a observação simples, mas profun­da, de que se encorajarmos o sonhador a comen­tar as imagens dos seus sonhos e os pensamentos que elas lhe sugerem ele acabará por entre­gar-se, revelando o fundo inconsciente dos seus males, tanto no que diz quanto no que deixa de-liberadamente de dizer. Suas idéias poderão pa­recer irracionais ou despropositadas, mas, depois de um certo tempo, torna-se relativamente fácil descobrir o que ele está querendo evitar, o pensa­mento ou experiência desagradável que está re­primindo. Não importa como vai tentar camuflar tudo isto, o que quer que diga apontará sempre para o cerne das suas dificuldades. Um médico está tão habituado ao lado avesso da vida que ele raramente se distancia da verdade quando inter-
preta as insinuações do seu paciente como sinto­mas de uma consciência inquieta. E o que acaba por descobrir vai confirmar, infelizmente, as suas previsões.

Até aqui nada se pode objetar contra a teo­ria de Freud sobre a repressão e a satisfação ima­ginária dos desejos como origens evidentes do simbolismo dos sonhos.

Freud atribui aos sonhos uma importância especial como ponto de partida para o processo da livre associação. Mas, depois de algum tempo, comecei a sentir que esta maneira de utilizar a ri­queza de fantasias que o inconsciente produz durante o nosso sono era, a um tempo, inade­quada e ilusória. Minhas dúvidas surgiram quan­do um colega contou-me uma experiência que teve numa longa viagem de trem através da Rús­sia.

Apesar de não conhecer a língua e nem mesmo decifrar os caracteres do alfabeto cirílico, ele começou a divagar em torno das estranhas letras dos anúncios das estações por onde pas­sava, e acabou caindo numa espécie de devaneio, pondo-se a imaginar todo ripo de signifícação para aquelas palavras.

Uma idéia leva a outra e, neste estado de re­laxamento em que se encontrava, descobriu que esta livre associação despertara nele muitas lem­branças antigas. Entre elas, ficou desagradavelmente surpreendido com a descoberta de alguns assuntos bem incômodos e há muito sepultados na sua memória - coisas que desejara esquecer e que conseguira esquecer conscientemente. Na verdade, chegar ao que os psi­cólogos chamariam de seus complexos - isto é, temas emocionais reprimidos capazes de pro­vocar distúrbios psicológicos permanentes ou mesmo, em alguns casos, sintomas de neurose.

Este episódio alertou-me para o fato de que não seria necessário utilizar o sonho como ponto de partida para o processo da livre associação quando se quer descobrir os complexos de um paciente. Mostrou-me que podemos alcançar o centro diretamente de qualquer dos pontos de uma circunferência, a partir do alfabeto cirílico, de meditações sobre uma bola de cristal, de um moinho de orações dos lamaístas, de um quadro moderno ou, até mesmo, de uma conversa oca­sional a respeito de qualquer banalidade. O so­nho não vai ser neste particular mais ou menos útil do que qualquer outro ponto de partida que se tome. No entanto, os sonhos têm uma significação própria, mesmo quando provocados por alguma perturbação emocional em que es­tejam também envolvidos os complexos ha­bituais do indivíduo. (Os complexos habituais do indivíduo são pontos sensíveis da psique que reagem mais rapidamente aos estímulos ou per­turbações externas.) É por isto que a livre as­sociação pode levar de um sonho qualquer aos pensamentos secretos mais críticos.

Nesta altura ocorreu-me, no entanto, que se até ali eu estivera certo, podia-se razoavelmente deduzir que os sonhos têm uma função própria, mais especial e significativa. Muitas vezes os so­nhos têm uma estrutura bem definida, com um sentido evidente indicando alguma idéia ou in­tenção subjacente - apesar de estas últimas não serem imediatamente inteligíveis. Comecei, pois, a considerar se não deveríamos prestar mais atenção à forma e ao conteúdo do sonho em vez de nos deixarmos conduzir pela livre associação de uma série de idéias para então chegar aos complexos, que poderiam ser facilmente atin­gidos também por outros meios.

Este novo pensamento foi decisivo para o desenvolvimento da minha psicologia. A partir deste momento desisti, gradualmente, de seguir as associações que se afastassem muito do texto de um sonho. Preferi, antes, concentrar-me nas associações com o próprio sonho, convencido de que o sonho expressaria o que de específico o in­consciente estivesse tentando dizer.

Esta mudança de atitude acarretou uma consequente mudança nos meus métodos, uma nova técnica que levava em conta todos os vários e amplos aspectos do sonho. Uma história nar­rada pelo nosso espírito consciente tem início, meio e fim; tal não acontece com o sonho. Suas dimensões de espaço e tempo são diferentes. Pa­ra entendê-lo é necessário examiná-lo sob todos os seus aspectos - exatamente como quando to­mamos um objetivo desconhecido nas mãos e o viramos e revirámos até nos familiarizarmos com cada detalhe.

Talvez, agora, eu já tenha dito o suficiente para mostrar como, cada vez mais, foi au­mentando a minha discordância da livre as­sociação, tal como Freud a utilizara inicialmente. Eu desejava manter-me o mais próximo possível do sonho, excluindo todas as idéias e associações irrelevantes que ele pudesse evocar. É verdade que tais idéias e associações podem levar-nos aos complexos do paciente, mas eu tinha em mente um objetivo bem mais avançado do que a des­coberta de complexos causadores de distúrbios neuróticos. Há muitos outros meios de identifi­cação dos complexos: os psicólogos, por exem­plo, podem obter todas as indicações e re­ferências de que necessitam utilizando os testes de associação de palavras (perguntando ao pa­ciente o que ele associa a um determinado grupo de palavras e estudando, então, as suas res­postas). Mas para conhecer e entender a or­ganização psíquica da personalidade global de uma pessoa é importante avaliar quão relevante é a função de seus sonhos e imagens simbólicas.

A maioria das pessoas sabe, por exemplo, que o ato sexual pode ser simbolizado por uma imensa variedade de imagens (ou representado sob forma alegórica). Cada uma destas imagens pode, por um processo associativo, levar à idéia da relação sexual e aos complexos específicos que incluem no comportamento sexual de um in­divíduo. Mas, da mesma maneira, podemos de­senterrar estes complexos graças a um devaneio em torno de um grupo de letras indecifráveis do alfabeto russo. Fui, assim, levado a admitir que um sonho pode conter outra mensagem além de uma alegoria sexual, e que isto acontece por mo­tivos determinados. Para ilustrar esta obser­vação:

Um homem sonha que enfiou uma chave nu­ma fechadura, ou que está empunhando um pe­sado pedaço de pau, ou que está forçando uma por­ta com uma aríete. Cada um destes sonhos pode ser considerado uma alegoria, um símbolo sexual. Mas o fato de o inconsciente ter escolhido, por vontade própria, uma destas imagens específicas - a chave, o pau, ou o aríete - é também de maior sig­nificação. A verdadeira tarefa é compreender por que a chave foi escolhida em lugar do pau, ou por que o pau em lugar do aríete. E vamos algumas ve­zes descobrir que não é ato sexual que ali está re­presentado, mas algum aspecto psicológico in­teiramente diverso.

Concluí, seguindo esta linha de raciocínio, que só o material que é parte clara e visível de um sonho pode ser utilizado para a sua in­terpretação. O sonho tem seus próprios limites. Sua própria forma específica nos mostra o que a ele pertence e o que dele se afasta. Enquanto a livre associação, numa espécie de linha em zi­guezague, nos afasta do material original do so­nho, o método que desenvolvi se assemelha mais a um movimento circunvolutório cujo centro é a imagem do sonho. Trabalho em redor da imagem do sonho e desprezo qualquer tentativa do so­nhador para dela escapar. Inúmeras vezes, na minha atividade profissional, tive de repetir a frase: Va­mos voltar ao seu sonho. O que dizia o sonho?

Um paciente meu, por exemplo, sonhou com uma mulher desgrenhada, vulgar e bêbada. No sonho parecia ser a sua própria mulher, ape­sar de estar casado, na vida real, com pessoa in­teiramente diferente. Aparentemente, portanto, o sonho era de uma falsidade chocante e o pa­ciente logo o rejeitou como uma fantasia tola. Se, como médico, eu tivesse iniciado um pro­cesso de associação, ele inevitavelmente teria tentado afastar-se o mais possível da de­sagradável sugestão do sonho. Neste caso, teria acabado por chegar a um dos seus complexos bá­sicos - complexo que, possivelmente, nada te­ria a ver com sua mulher - e nada saberíamos então a respeito do significado especial daquele determinado sonho.

O que queria, então, o seu inconsciente transmitir com aquela declaração obviamente inverídica? De uma certa forma, expressava cla­ramente a idéia de uma mulher degenerada, in­timamente ligada à vida do sonhador. Mas desde que a imagem era realmente inexata e não havia justificativa na sua projeção sobre a mulher do meu paciente, eu precisava procurar noutro lugar
o que representaria aquela figura repulsiva.

Na Idade Média, muito antes de os filósofos terem demonstrado que trazemos em nós, de­vido a nossa estrutura glandular, ambos os ele­mentos - o masculino e o feminino -, dizia-se que todo homem traz dentro de si uma mu­lher. É a este elemento feminino, que há em todo homem, que chamei anima. Este as­pecto feminino é, essencialmente, uma certa maneira, inferior, que tem o homem de se re­lacionar com o seu ambiente e, sobretudo com as mulheres, e que ele esconde tanto das outras pes­soas quanto dele mesmo. Em outras palavras, apesar de a personalidade visível do indivíduo parecer normal, ele poderá estar escondendo dos outros - e mesmo dele próprio - a deplorável condição da sua mulher interior.

Foi o que aconteceu com meu paciente: o seu lado feminino não era dos melhores. E o seu sonho estava lhe dizendo: Você está se com­portando, em certos aspectos, como uma mulher degenerada, dando-lhe assim um choque pro­positado. (Não se deve concluir por este exemplo que o nosso inconsciente esteja preocupado com sanções morais. O sonho não pretendia dizer ao paciente que se comportasse melhor: es­tava tentando, simplesmente, contrabalançar a natureza mal-equilibrada da sua consciência, que alimentava a simulação do doente de ser sempre um perfeito cavalheiro.)

É fácil compreender por que quem sonha tem tendência para ignorar e até rejeitar a men­sagem do seu sonho. A consciência resiste, na­turalmente, a tudo que é inconsciente e des­conhecido. Já assinalei a existência, entre os po­vos primitivos, daquilo a que os antropólogos cha­mam misoneísmo, um medo profundo e supersticioso ao novo. Ante acontecimentos de­sagradáveis, os primitivos têm as mesmas reações do animal selvagem. Mas o homem civilizado reage a idéias novas da mesma maneira, er­guendo barreiras psicológicas que o protegem do choque trazido pela inovação. Pode-se fa­cilmente observar este fato na reação do in­divíduo ao seu próprio sonho, quando ele é obrigado a admitir algum pensamento ines­perado. Muitos pioneiros da filosofia, da ciência e mesmo da literatura têm sido vítimas deste conservadorismo inato dos seus contemporâneos. A psicologia é uma das ciências mais novas e, por tratar do funcionamento do inconsciente, en­controu inevitavelmente o misoneísmo na sua forma mais extremada.

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*Enxó - Intrumento de carpinteiro e de tanoeiro, de cabo curto e chapa de aço cortante, que serve para desbastar madeira.
**Tanoeiro - carpinteiro especiaalizado em artefatos de madeira arqueada,sendo um pouco direto, fabricador de barris.


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 12:49 PM


 
Os que ainda conversam comigo pelo MSN já estão sabendo, dedicarei este ano a uma viagem interior. Enfrentarei meus próprios demônios e levarei mais ao pé da letra aquela velha frase de que estamos em território inimigo e que o inimigo está em nós. Não é algo muito novo, faz tempo que adio esta decisão e com a chegada aos trinta anos, chegou a hora de me voltar a mim mesmo, resolver minhas próprias pendengas, para poder encarar a velhice de uma maneira menos neurótica e mais cool

Para essa tarefa escolhi o modelo de Carl Gustav Jung para abordar o inconsciente. Devo deixar bem claro que não considero a explicação dele da psique como algo verdadeiro e definitivo. Apenas considerei o modelo atraente e útil a meus propósitos neste momento. Se durante o processo descobrir um modelo melhor ou simplesmente enjoar, abandonarei de presto.

Como sou um cara gente boa pra caralho, vou compartilhar com vocês essa jornada. E como também tenho mui estimados amigos que não sabem porra nenhuma das idéias de Jung, vou postar aqui, no decorrer do tempo, textos introdutórios às idéias do tio Jung. Vou começar com os textos publicados no livro O Homem e seus Símbolos, que foi justamente uma tentativa de levar as idéias junguianas ao público leigo. Uma singela tentativa de ajudar a humanidade em seu processo de individuação, que é o que estou fazendo em nível particular.

Vou ter que dividir essa merda em duas partes por causa da limitação do blogger.

A área de comentários estará aberta ao debate, onde inclusive algum de vocês pode me convencer que estou miseravelmente viajando na batatinha e me convencer a fazer algo de mais útil na vida, como aprender a jogar pôker, por exemplo ou capinar o quintal de minha casa na periferia de Colombo.

Boa viagem a todos nós.

A Importância dos Sonhos
(parte um)

O homem utiliza a palavra escrita ou falada para expressar o que deseja transmitir. Sua linguagem é cheia de símbolos, mas ele também, muitas vezes, faz uso de sinais ou imagens não estritamente des­critivos. Alguns são simples abreviações ou uma sé­rie de iniciais como ONU, UNICEF ou UNESCO; outros são marcas comerciais conhecidas, nomes de remédios patenteados, divisas e insígnias. Apesar de não terem nenhum sentido intrínseco, alcançaram, pelo seu uso generalizado ou por intenção delibera­da, significação reconhecida. Não são símbolos: são sinais e servem, apenas, para indicar os objetos a que estão ligados.

O que chamamos símbolo é um termo, um nome ou mesmo uma imagem que nos pode ser fa­miliar na vida diária, embora possua conotações es­peciais além do seu significado evidente e conven­cional. Implica alguma coisa vaga, desconhecida ou oculta para nós. Muitos monumentos cretenses, por exemplo, trazem o desenho de um duplo enxó *. Conhecemos o objeto, mas ignoramos suas implica­ções simbólicas. Tomemos como outro exemplo o caso de um indiano que, após uma visita à Inglater­ra, contou na volta aos seus amigos que os britânicos adoravam animais, isto porque vira inúmeros leões, águias e bois nas velhas igrejas. Não estava informa­do (tal como muitos cristãos) que estes animais são símbolos dos evangelistas, símbolos provenientes de uma visão de Ezequiel que, por sua vez, tem analo­gia com Horus, o deus egípcio do Sol e seus quatro filhos. Existem, além disso, objetos tais como a roda e a cruz, conhecidos no mundo inteiro, mas que pos­suem, sob certas condições, um significado sim­bólico.

O que simbolizam exatamente ainda é motivo de controversas suposições.

Assim, uma palavra ou uma imagem é simbó­lica quando implica alguma coisa além do seu signi­ficado manifesto e imediato. Esta palavra ou esta imagem têm um aspecto inconsciente mais am­plo, que nunca é precisamente definido ou de todo explicado. E nem podemos ter esperanças de defini-la ou explicá-la. Quando a mente explora um sím­bolo, é conduzida a idéias que estão fora do alcanceda nossa razão. A imagem de uma roda pode levar nossos pensamentos ao conceito de um sol divino mas, neste ponto, nossa razão vai confessar a sua in­competência : o homem é incapaz de descrever um ser divino.

Quando, com toda a nossa limitação intelectual, chamamos alguma coisa de divina, estamos dando-lhe apenas um nome, que poderá es­tar baseado em uma crença, mas nunca em uma evi­dência concreta.

Por existirem inúmeras coisas fora do alcance da compreensão humana é que frequentemente uti­lizamos termos simbólicos como representação de conceitos que não podemos definir ou compreender integralmente. Esta é uma das razões por que todas as religiões empregam uma linguagem simbólica e se exprimem através de imagens. Mas este uso cons­ciente que fazemos de símbolos é apenas um aspec­to de um fato psicológico de grande importância: o homem também produz símbolos, inconsciente e espontaneamente, na forma de sonhos.

Não é matéria de fácil compreensão, mas é preciso entendê-la se quisermos conhecer mais a res-peito dos métodos de trabalho da mente humana. O homem, como podemos perceber ao refletirmos um instante, nunca percebe plenamente uma coisa ou a entende por completo. Ele pode ver, ouvir, to­car e provar. Mas a que distância pode ver, quão acuradamente consegue ouvir, o quanto lhe signifi­ca aquilo em que toca e o que prova, tudo isto de­pende do número e da capacidade dos seus senti­dos. Os sentidos do homem limitam a percepção que este tem do mundo à sua volta. Utilizando ins­trumentos científicos pode, em parte, compensar a deficiência dos sentidos. Consegue, por exemplo, alongar o alcance da sua visão através do binóculo ou apurar a audição por meio de amplificadores elétricos. Mas a mais elaborada aparelhagem nada po­de fazer além de trazer ao seu âmbito visual objetos ou muito distantes ou muito pequenos e tornar mais audíveis sons fracos. Não importa que instru­mentos ele empregue; em um determinado mo­mento há de chegar a um limite de evidências e de convicções que o conhecimento consciente não pode transpor.

Além disso, há aspectos inconscientes na nossa percepção da realidade. O primeiro deles é o fato de que, mesmo quando os nossos sentidos reagem a fe­nômenos reais, a sensações visuais e auditivas, tudo isto, de certo modo, é transposto da esfera da reali­dade para a da mente. Dentro da mente estes fenô­menos tornam-se acontecimentos psíquicos cuja na­tureza extrema nos é desconhecida (pois a psique não pode conhecer sua própria substância). Assim, toda experiência contém um número indefinido de fatores desconhecidos, sem considerar o fato de que toda realidade concreta sempre tem alguns aspectos que ignoramos desde que não conhecemos a nature­za extrema da matéria em si.

Há, ainda, certos acontecimentos de que não tomamos consciência. Permanecem, por assim di­zer, abaixo do limiar da consciência. Aconteceram, mas foram absorvidos subliminarmente, sem nosso conhecimento consciente. Só podemos percebê-los em algum momento de intuição ou por um processo de intensa reflexão que nos leve à subsequente rea­lização de que devem ter acontecido. E apesar de termos ignorado originalmente a sua importância emocional e vital, mais tarde brotam do inconscien­te como uma espécie de segundo pensamento. Este segundo pensamento pode aparecer, por exemplo, na forma de um sonho. Geralmente, o aspecto in­consciente de um acontecimento nos é revelado através de sonhos, onde se manifesta não como um pensamento racional, mas como uma imagem sim­bólica. Do ponto de vista histórico, foi o estudo dos sonhos que permitiu, inicialmente, aos psicólogos investigarem o aspecto inconsciente de ocorrências psíquicas conscientes.

Fundamentados nestas observações é que os psicólogos admitem a existência de uma psique in­consciente apesar de muitos cientistas e filósofos ne­garem-lhe a existência. Argumentam ingenuamen­te que tal pressuposição implica a existência de dois sujeitos ou (em linguagem comum) de duas per­sonalidades dentro do mesmo indivíduo. E estão in­teiramente certos: é exatamente isto o que ela im­plica. É uma das maldições do homem moderno es­ta divisão de personalidades. Não é, de forma algu­ma, um sintoma patológico: é um fato normal, que pode ser observado em qualquer época e em quais­quer lugares. O neurótico cuja mão direita não sabe o que faz a sua mão esquerda não é o caso único. Es­ta situação é um sintoma de inconsciência geral que é, inegavelmente, herança comum de toda a huma­nidade.

O homem desenvolveu vagarosa e laboriosa­mente a sua consciência, num processo que levou um tempo infindável, até alcançar o estado civiliza­do (arbitrariamente datado de quando se inventou a escrita, mais ou menos no ano 4000 A.C.). E esta evolução está longe da conclusão, pois grandes áreas da mente humana ainda estão mergulhadas em tre­vas. O que chamamos psique não pode, de modo algum, ser identificado com a nossa consciência e o seu conteúdo.

Quem quer que negue a existência do incons­ciente está, de fato, admitindo que hoje em dia te­mos um conhecimento total da psique. É uma suposição evidentemente tão falsa quanto a pretensão de que sabemos tudo a respeito do universo físico. Nossa psique faz parte da natureza e o seu enigma é, igualmente, sem limites. Assim, não podemos definir nem a psique nem a natureza. Podemos, simplesmente, constatar o que acreditamos que elas sejam e descrever, da melhor maneira possível, co­mo funcionam. No entanto, fora de observações acumuladas em pesquisas médicas, temos argumen­tos lógicos de bastante peso para rejeitarmos afirma­ções como não existe inconsciente e etc. Os que fa­zem este tipo de declaração estão expressando um velho misoneísmo - o medo do que é novo e des­conhecido.
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Há motivos históricos para esta resistência à idéia de que existe uma parte desconhecida na psi­que humana. A consciência é uma aquisição muito recente da natureza e ainda está num estágio expe­rimental. É frágil, sujeita a ameaças de perigos es­pecíficos e facilmente danificável. Como já observa­ram os antropólogos, um dos acidentes mentais mais comuns entre os povos primitivos é o que eles chamam a perda da alma - que significa, como bem indica o nome, uma ruptura (ou, mais tecnica­mente, uma dissociação) da consciência.

Entre estes povos, para quem a consciência tem um nível de desenvolvimento diverso do nosso, a alma (ou psique) não é compreendida como uma unidade. Muitos deles supõem que o homem tenha uma alma do mato (bush soul) além da sua própria, alma que se encarna num animal selvagem ou numa árvore com os quais o indivíduo possua alguma identidade psíquica. É a isto que o ilustre etnólogo francês, Lucien Lévy-Bruhl chamou participação mística. Mais tarde, sob pressão de críticas desfavoráveis, renegou esta expressão, mas julgou que seus adversários é que estavam errados. É um fenômeno psicológico bem conhecido o de um indivíduo identificar-se, inconscientemente, com alguma outra pessoa ou objeto.

Esta identidade entre a gente primitiva toma várias formas. Se a alma do mato é a de um animal, o animal passa a ser considerado uma espécie de irmão do homem. Supõe-se, por exemplo, que um homem que tenha como irmão um crocodilo, possa nadar a salvo num rio infestado por estes animais. Se a alma do mato for uma árvore, presume-se que a árvore tenha uma espécie de autoridade paterna sobre aquele determinado indivíduo. Em ambos os casos, qualquer mal causado à alma do mato é considerado uma ofensa ao homem.

Certas tribos acreditam que o homem tem várias almas. Esta crença traduz o sentimento de
alguns povos primitivos de que cada um deles é constituído de várias unidades interligadas ape­sar de distintas. Isto significa que a psique do in­divíduo está longe de ser seguramente unificada. Ao contrário, ameaça fragmentar-se muito facil­mente sob o assalto de emoções incontidas.

Estes fatos, com os quais nos familiarizamos através dos estudos dos antropólogos, não são tão irrelevantes para a nossa civilização como pare­cem. Também nós podemos sofrer uma dissocia­ção e perder nossa identidade. Podemos ser do­minados e perturbados por nossos humores, ou tornarmo-nos insensatos e incapazes de recordar fa­tos importantes que nos dizem respeito e a ou­tras pessoas, provocando a pergunta: Que dia­bo se passa com você?. Pretendemos ser capazes de nos controlarmos, mas o controle de si mesmo é virtude das mais raras e extraordinárias. Podemos ter a ilusão de que nos controlamos, mas um amigo facilmente poderá dizer-nos coi­sas a nosso respeito de que não tínhamos a menor consciência.

Não resta dúvida de que, mesmo no que chamamos um alto nível de civilização, a consciência humana ainda não alcançou um grau razoável de continuidade. Ela ainda é vulnerável e suscetível à fragmentação. Esta capacidade que temos de isolar parte de nossa mente é, na verda­de, uma característica valiosa. Permite que nos concentremos em uma coisa de cada vez, ex­cluindo tudo o mais que também solicita a nossa atenção. Mas existe uma diferença radical entre uma decisão consciente, que separa e suprime temporariamente uma parte da nossa psique, e uma situação na qual isto acontece de maneira espontânea, sem o nosso conhecimento ou con­sentimento e mesmo contra as nossas intenções. O primeiro processo é uma conquista do ser civi­lizado, o segundo é aquela perda da alma dos primitivos e pode ser causa patológica de uma neurose.

Portanto, mesmo nos nossos dias, a unidade da consciência ainda é algo precário e que pode ser facilmente rompido. A faculdade de contro­lar emoções que, de um certo ponto de vista, é muito vantajosa, seria, por outro lado, uma qua­lidade bastante discutível já que despoja o rela­cionamento humano de toda a sua variedade, de todo o colorido e de todo o calor.

É sob esta perspectiva que devemos exami­nar a importância dos sonhos - fantasias incons­cientes, evasivas, precárias, vagas e incertas do nosso inconsciente. Para melhor explicar meu ponto de vista gostaria de contar como ele se foi desenvolvendo com o passar dos anos e como cheguei à conclusão de que os sonhos são o mais fecundo e acessível campo de exploração para quem deseje investigar a faculdade de simbolização do homem.


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 12:43 PM


Quinta-feira, Janeiro 15, 2009 :::
 
CONFORTO

Uma boa resolução de ano novo: “livrar-se da escravidão do conforto”. O conforto é a situação que buscamos para que nos sintamos como gostaríamos, sem nenhum incômodo. Só nós e nossos “lindos sonhos”, que são, na prática, a fonte de todo o tédio. O dinheiro serve para isto: comprar conforto. Ser rico é viver confortavelmente. Infelizmente dinheiro não compra nada além de conforto. Dinheiro não compra a aventura que é viver na insegurança. Optar pela insegurança é algo sábio a ser feito. A vida de um miserável pode ser bem menos tediosa do que a vida de um milionário. Ter controle sobre a própria vida é ter menos vida. Se aventurar só faz algum sentido se essa aventura for o mais longe possível da ilha da fantasia. Aventura de rico é tudo menos aventura. Agora, dá licença que vou ali jogar na mega...


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 7:06 PM


Quarta-feira, Janeiro 14, 2009 :::
 
A vergonha de ser um eterno aprendiz

Gonzaguinha é um sujeito injustiçado. Nas discussões sobre o pior nome da MPB, ele quase sempre fica de fora da disputa. A maior parte das pessoas considera que a questão deve se resumir a um duelo entre Oswaldo Montenegro e Guilherme Arantes. Eu tenho feito a minha parte. Mais de uma vez incluí Gonzaguinha na briga, lembrando que ele é o autor de um dos piores versos da MPB: a gente não está com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela. Há outras letras geniais, como a de Lindo lago do amor:

E bem que viu o bem-te-vi
A sabiá sabia já
A lua só olhou pro sol
A chuva abençoou
O vento diz ele é feliz
A águia quis saber
Por que, pourqué, porquois será?
O sapo entregou
Ele tomou um banho d'água fresca
No lindo lago do amor
Maravilhosamente clara água
No lindo lago do amor

Na semana passada, fui num desses barzinhos frequentados por univesitários e com música ao vivo e vi o show de um grupo que cantou várias músicas maisoumenotes, mas cometeu também É – a música da bunda na janela. Fazia tempo que eu não via como Gonzaguinha consegue despertar um lado horrível no ser humano. A maior parte das pessoas cantava a música com os olhos entreabertos – ou semicerrados, ao gosto do freguês -, um meio sorriso e os braços abertos. Para completar, uma expressão de puta crítica social no rosto.

O que é, o que é é outra música de Gonzaguinha que causa reações péssimas. Ao cantar a letra, os fãs também costumam ficar com os olhos entreabertos – ou semicerrados -, mas o sorriso é mais amplo e os braços, também abertos, ficam mais erguidos. A expressão, nesse caso, é de que se trata de uma puta lição de vida. Perfeita para embalar o começo do fim de festa, como diz uma amiga minha. Para quem não lembra, vai aí a primeira estrofe:

Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar (E cantar e cantar...) a beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus!
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita


Como suas letras são horrendas e suas músicas despertam aspectos constrangedores do ser humano, entro em 2009 com a convicção – talvez passageira – de que Gonzaguinha está um passo à frente na disputa pelo posto de pior nome da MPB


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 11:59 AM


Quinta-feira, Janeiro 08, 2009 :::
 
Reforma de português

Quantos portugueses são necessários para trocar uma lâmpada? E para trocar a língua? Resposta: meia-dúzia de patrícios para bagunçar o idioma e quase 200 milhões de brasileiros para se adaptar à bagunça.

Mas meia-dúzia agora é com hífen ou sem hífen? E o hífen continua sendo com h? Dizem que passará a se escrever yfen. Menos uma letra e um acento, faz sentido – dois toques a menos no teclado.

E já que pára e para serão escritos da mesma forma – o bom entendedor que se vire –, sem acento e sem assento também poderiam ser unificados. Pelo sentido da frase você deduziria se a supressão é para palavras ou para nádegas.

Mas chega de reclamar de barriga cheia. O brasileiro vai ter que rebolar, o estudante vai ter um stress a mais nas provas, empresas e instituições em geral terão um custo monumental para atualizar documentos e publicações, serão três anos de caos gramatical em que cada um escreverá como quiser – e cada leitor reclamará do que quiser, com razão –, mas você poderá bater no peito e dizer, orgulhoso, que a sua língua é idêntica à de São Tomé e Príncipe.

É muito importante a unificação desse bloco cultural. E essa unificação não podia deixar de ser feita de forma lusitana: a população de Guiné Bissau, que cabe numa Kombi, segura a lâmpada, enquanto a população brasileira, que ocupa um continente, gira a escada.

Nada contra o jeito português de ser. É só uma piada. Os donos de gráfica e de editoras de livro didático estão morrendo de rir.


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 12:11 PM


Quarta-feira, Janeiro 07, 2009 :::
 
Cálculo patafísico sobre o amor

Se temos
jogos de amar = jogos de armar

sendo sua variante r = consciência destruidora,

logo
jogos de amar = jogos de armar

fica
jogos de amar sobre r = jogos de amar
ou
jogos de amar/r = jogos de amar

então:

Jogos de amar é diretamente igual a amar se r, que é a variante de consciência, está sobre e embaixo de jogos de amar. Se r continua no segundo fator jogos de armar, ele ganha outro sentido e diferencia jogos de armar de jogos de amar, sendo essa diferenciação caracterizante de uma suposta igualdade paradoxal, onde, os jogos que se pratica amando podem ser diretamente afirmados por uma atitude jogadora como se alguém estivesse montando um quebra-cabeça ou coisa parecida. O grande paradoxo está no fato de que este mesmo jogador de quebra-cabeça ou xadrez ter que permanecer frio e calculista durante o jogo, ao passo de que o jogo de amar exigiria do mesmo jogador uma certa paixão e intempestividade durante o jogo.

Conclusão

Como a variante r é indivisível e irredutível, só se pode afirmar com certeza que amor = amor se estes subjugam por certo tempo esta variante r. Se esta variante r ainda não é subjugada, ela permanece vinculada ao outro fator, afirmando que amor = jogo, causando todos os mal-entendidos já citados.

A questão é: se este mesmo jogador teve tempo e vontade de fazer todos esses cálculos, então, invariavelmente ele não terá tempo nem vontade de amar ou dizer coisas bonitas.

E assim, r, esta pequenina letra, pequena como um sanguessuga, rói como um rato a roupa de todos os reis de todas as romas.
R é a letra da miséria humana, pelo menos quando se trata da matéria Amor.


Mande esse viajão tomar no cú através dos
::: posted by Timóteo Pinto at 11:50 AM




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