..Seja realista: exija o impossível
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..TERRORISMO POÉTICO
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..RELIGIÕES LIVRES
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..IDEOLOGIAS SAQUEADAS
..PIRATARIA DE IDÉIAS
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..Ofensas pessoais a Ari Almeida pelo e-mail:
..[ arialmeida2003@yahoo.com.br ]
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..[[[ BOTECO DO ARI ]]] ..Este Boteco é uma Central de Vadiagem
..Nele as pessoas matam trampo ou aula. Fique à vontade, véio!
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..DELINQÜENTIOS & DELINQÜENTIAS
COM MUITO ORGULHO APRESENTO A TODOS OS LINKS DOS
PARA OS BRÓGUESGRÓGUES DOS FREQUENTADORES MAIS
ASSÍDUOS DESTE ANTRO DE VÂNDALOS:

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..Manan Blog
..Blog do meu amigo gaúcho torcedor do Internacional
..Ô loco meu!!!!
..É o Rafiuzkiz na fita
..Memórias de Um Cheira Cola
..Reverendo .Fatsync é um Monstro Sagrado Absoluto
..Assim Assado
..A Pirofágica é a Piristrela do meu Coração Camaleão
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.. Blog de uma Ratazana Freestyle chamada Jubyleu
..O Entorta Cano
.. Juca Sassafrás apavorando Floripa...e a net...e o Sistema (Monstro Sist)
..Mada de Nada!!
..É a Dani!! É a Dani
..Reverendo Freak C
..Meu irmão separado na maternidade, de fé mesmo
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..Home Page da lenda viva que já foi Fong, que é Kirk e Minimalista
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..Timóteo Pinto
..Eu, tú, ele, eles, nós, vós. todo o mundo é Timóteo Pinto
..Seja Timóteo Pinto no Orkut, para fazer isso entre com os seguintes dados:
..User = timoteop
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..Faça isso e barbarize aquela porra!!!!!!!!
..Nos outros lugares, basta dizer: Todos somos Timóteo Pinto
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..A JUVENTUDE DOENTE NO REINO DOS BLOGS ou
..O CAOS AVANÇA!!!!!!!!!!!!!!!
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..Micrópolis
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..O Blog do Cadelããããão!!!! Bóra todo mundo vandalisar o blog desse depravado século XXI!!!
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..outro dia eu continuo esta lista ..
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..O que queremos, de fato,
..é que a juventude
..volte a ser perigosa

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..Se o que vc faz
..Faz impunemente
..é porque é inofensivo

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..Estamos em Território Inimigo
..E o Inimigo está em nós

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..NÃO RESPEITE NADA!!!
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..NENHUM RESPEITO POR NADA!!!!
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..TODA A PROPRIEDADE É UM ROUBO
..Roube os textos desse blog!
..Editar + Copiar
..Editat + Colar
..Mude o texto
..Assuma a autoria
..Plagie descaradamente
..Seja um ladrão e não respeite a propriedade intelectual!

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..NÃO SE LEVE A SÉRIO ..NÃO LEVE NADA MUITO A SÉRIO ..
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..Este é um território improdutivo do blog
....mas isso nai acabar!!!!!
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..OS SETE POEMAS DAS VIDRAÇAS
..(por Fabio Samwise)
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..Mortos vivos
..Nas ruas
..um belo sol Acaricia os doentes...
..Quem pode ter o tempo,
..pra viver o dia inteiro?
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..Brancura luna
..Rente ao teu corpo,
..a brancura lunar,
..ficarei por eternidades...
..até saber do gosto essencial de ti.
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..Kelper
..Kelper é uma ilha.
..As pessoas também...
..Romper essa distância,
..inaugurando-se noutro ser,
..não existem coordenadas...
..Apenas...
..beijos e palavras...
..
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..
..A geladeira
..Domingo ela abriu a geladeira 119 vezes...
..mas, não saiu ninguém...
..
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..
..Paixão
..Começa com uma vontade de morder...
..e muitas vezes, termina com um tiro...
..
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..É isso que eu adoro na paixão!!!
..Natural Arte?!
..Não...
..eu sou mais esse teu sorriso...
..esse teu cabelo...
..na minha cara...
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..Os Moradores Estranhos
..os moradores daquele prédio...
..não olham pelas suas janelas...
..pelo menos, como deveriam...
..Risadas...
..é outra coisa também...
..Não as escuto...
..estranho...
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Visitors:
umdois
on-line ..
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...Aqui abaixo alguns trabalhos
..do Delinquente Sergio Augusto
..O e-mail do cara é Este aqui, é só clicar. ..

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..Estas telas provavelmente irão parar
..em alguma casa invadida. Quem viver verá.
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..Algum doente criou esta página
..Quer prova maior de que o caos avança? ....EU ODEIO ARI ALMEIDA!!!!
Vandalismo ou Barbárie - Distúrbio Cotidiano - Estanhos Atratores nos Caos do século XXI - A Juventude Doente mostrando a cara.  

Delinquente, Inconsequente & Demente


Arquivos da Demência Ontológica Arquivos Mande o autor ao inferno!!

nem esse, só o primeiro

Quinta-feira, Outubro 21, 2004 :::
 
O PRIMEIRO GRANDE LANÇAMENTO DO SÉCULO XXI



Finalmente está disponível ao alcance de um clique da esquerda e mais um cliques em baixar arquivo e escolher o destino o inusitado & divertido Manual Prático de Delinqüência Juvenil. Com capa de Timóteo Pinto e prefácio de Timóteo Pinto, esse é um compêndio definitivo do faça você mesmo para a gurizada que está adentrando no sub-mundo da subversão.

Este livro é criminoso. É o tipo do livro que se cair em mãos erradas pode dar em merda. Este é um livro perigoso. É o tipo do livro que se cair em mãos certas pode ser um catalisador.

Este é um livro desobediente. Além de desobedecer diversas leis fazendo apologia a diversos crimes, desobedece descaradamente a gramática e a Língua Portuguesa. A pelos erros de digitação constantes em todo o volume, que sequer foram corrigidos.

Este é um livro inconveniente. Pelo título, pela capa exageradamente ofensiva, pelo conteúdo & pelo seu significado. Ele incomoda, na medida em que é difícil explicá-lo.

Por tudo isso, por ser criminoso, perigoso, desobediente & inconveniente, este livro é indispensável. Trata-se de um sério candidato a tornar-se a balada da nossa geração.

O Manual Prático de Delinqüência Juvenil segue a linha do Copyleft Radical. Todos os direitos, inclusive os de autoria, estão liberados para todo e qualquer fim, inclusive os comerciais. Para tanto, ele é zipado e depois vira um doc que pode virar o que quiser, quando quiser & como quiser.

A informação quer ser livre, o conhecimento deve ser tomado & cultura de cú é rola.

(Timóteo Pinto)

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Baixe o livro de grátis clicando aqui.


::: posted by ARI ALMEIDA at 4:11 PM


nem esse, só o primeiro

Segunda-feira, Outubro 18, 2004 :::
 
O único Che que deveríamos idolatrar

Cagar em Horário de Expediente (Che!). Ha tempos que eu queria falar sobre isso. Pra mim, Cagar em Horário de Expediente (Che!) tem um significado muito mais profundo do que simplesmente matar tempo. Uma vez que eu não consigo cagar sem estar lendo alguma coisa, cagar pra mim torna-se um Evento Cultural, em horário de expediente então, estou sob patrocínio.

Admito no entanto que muitas de minhas cagadas são teatrais. A grande maioria, a bem da verdade. Quando digo que fiquei quarenta minutos cagando não significa que alguma merda tenha ficado lá. Não estou falando de não dar a descarga. Estou falando que cagar é antes de tudo um ato simbólico. Cerimonial, eu poderia até arriscar.

Cagar em Horário de Expediente (Che!) é muito mais Subversivo & Revolucionário do que participar de qualquer Movimento Ativista. Cagar em Horário de Expediente (Che!) é fazer valer o verdadeiro valor da força de trabalho.

Quando a merda bate na água ou quando a água bate na bunda, chego a viajar que vale a pena estar Nesta Merda & Nesta Segunda.


::: posted by ARI ALMEIDA at 8:56 AM


nem esse, só o primeiro

Sexta-feira, Outubro 15, 2004 :::
 
What´s PORRA this Delinquentes?

Delinquentes são pessoas que lambem seu proprio ego de forma a usar seu proprio ego pra lamber a si mesmo!

Palavrás sábias pronunciadas pelo sábio Sacerdote Pué, membro da sensacional Cabala do Frango Caolho, também conhecida como GOMMHGTWFV: Grandiosa Ordem Mística Muito Hermética do Grande Tupper Ware Fechado a Vacuo.


::: posted by ARI ALMEIDA at 11:24 AM


nem esse, só o primeiro

 
O Jogo Psicogeográfico
(ataque cinqüenta e oito)

Muita gente anda me chamando de chato. Quer dizer, muita gente sempre me chamou de chato, é que dessa vez mais pessoas estão me acusando e por um motivo específico: essa porra de psicogeografia. Falam que eu fui e não voltei.

Uns, afirmam que se trata da coisa mais retardada de que ouviram falar. Outros acham a coisa muito intelectual, muito acadêmica. Ambos pedem desesperadamente: pare de falar desta merda de psicogeografia! A questão é que ela é um jogo e não dá para parar no meio. E esse jogo dura pra caralho!

O Jogo Psicogeográfico que nós brincamos no Bairro do Sitio Cercado de Curitiba é uma livre adaptação (e bota livre nisso!) de tudo que já foi feito e de tudo que está nos livros. As regras são meio flexíveis e se adaptam de acordo com as circunstâncias no decorrer do jogo. Na verdade nós inventamos tudo desde o começo e continuamos inventando até agora e não dá vontade de parar. Daí minha chatice, determinismo puro.

Mesmo assim vou tentar explicar a graça da coisa, demonstrar que não é tão Retardado & Acadêmico como aparenta. Chega até a ser divertido, apesar de transgredir algumas leis, algumas vezes.

O Jogo Psicogeográfico se divide em várias fases. Claro que isso se refere ao jogo que nós inventamos e essas regras também foram nós criamos, outros jogos, praticados outras pessoas podem e devem ser diferentes. Nunca devemos nos ater a regras, exceto a que nós criamos. Eu particularmente não tenho nada contra regras, desde que eu participe da criação delas. Que isso fique bem claro.

Outra coisa importante a ser destacada é que esse exemplo que demonstrarei, serve para as periferias das grande cidades e que provavelmente terá pouca utilidade em bairros repletos de prédios de apartamentos. Trate-se de um jogo pobre, feito por pobres e para pobres. Esse outro jogo, para lugares contaminados pelos prédios verticais insossos, ainda precisa ser inventado.

Fase Um

A primeira fase do jogo chama-se Deriva. Nessa fase cada um sai andando a esmo pelas ruas do bairro. Anda por onde lhe agradar. Pára onde lhe agradar. O jogador anda guiado pelas sensações causadas pelas ruas. Quando chega num lugar particularmente agradável, pára e analisa o lugar. Tenta descobrir quais elementos fazem deste lugar, especial. Ao mesmo tempo em que faz isso, anota num mapa os caminhos por onde andou e os pontos agradáveis onde parou.

Fazer apenas uma Deriva não dá muitos resultados práticos além de acusações justificadas de ter feito algo retardado. Para o jogo valer mesmo é necessário fazer várias, meia dúzia de Derivas e também a participação do maior número possível de jogadores. Sempre anotando tudo nos mapas, que serão úteis na próxima fase.

Fase Dois

Na segunda fase comparam-se os mapas dos jogadores. É a análise coletiva dos resultados obtidos na primeira etapa. Daí que quanto maior a quantidade de Derivas no começo, melhores as chances de sucesso agora. No nosso caso específico participamos em cinco pessoas e fizemos em média umas quinze derivas cada um, o que significa que comparamos mais de setenta jornadas. Uma tarefa árdua a princípio, mas como todos lembravam bem de suas Derivas, foi fácil achar os resultados comuns.

Nesta etapa deve-se marcar os pontos particularmente agradáveis que foram comuns a mais de um jogador. Chamamos arbitrariamente esses lugares de Pontos de Poder. Inicialmente detectamos três pontos desse tipo, de comum acordo fizemos mais Derivas até chegarmos a cinco.

Marca-se também os caminhos trilhados comuns a mais de um jogador. Desta forma, descobrimos maneiras agradáveis de se ir de um ponto a outro. E descobrimos, é claro, Moradores & Vizinhos legais nessa brincadeira toda. É muito importante os participantes discutirem os resultados, para que as experiências sejam compartilhadas

Fase Três

Até então o jogo manteve-se na mais absoluta legalidade. Fomos todos guris de família. Na terceira fase é que entramos no Maravilhoso Mundo da Clandestinidade. É chegada a hora de contestar a Ditadura das Trajetórias. Cada jogador é convocado a descobrir o menos caminho entre os cinco pontos de poder registrados na segunda fase, de modo a formar um pentágono.

O caminho é percorrido pulando muros, atravessando quintais, pulando muros de novo, escalando paredes, correndo sobre telhados, pendurando-se em galhos de árvores e atravessando terrenos baldios.

O caminho é percorrido caindo de muros, esfolando joelhos e cotovelos, sujando-se inteiro em lamaçais, torcendo o tornozelo, caindo de árvores, arranhando-se com arames farpados e vidros e fugindo, o tempo inteiro, dos cães.

Tudo isso registrado nos famosos mapas, que serão analisados na quarta fase do jogo. Todos os jogadores devem fazer os cinco caminhos de formação do pentágono sem revelar os outros jogadores nem por onde andou e nem o que viu. Isso só será feito mediante a análise dos mapas.

Fase Quatro

A partir dessa etapa, o resto do jogo é praticado em grupo. Os caminhos descobertos são então comparados e cada um conta as histórias que viveu durante sua jornada. Essas histórias servirão para cimentar uma certa mitologia no bando. É aqui que constatamos que essa brincadeira, além de perigosa em certos aspectos, é muito divertida.

Geralmente os participantes se envolveram em situações inusitadas, assistiram cenas hilárias por partes dos moradores e também descobriram coisas fantásticas nos locais por onde andaram. Finalmente é descoberto na prática aquela Nova & Velha Máxima: o mapa não é o território.

É nessa etapa também que as futuras jornadas em grupo são planejadas. De comum acordo, todos analisam os caminhos e chegam a um consenso de qual o atalho melhor une os pontos de poder. Todos os riscos de segurança desses trajetos são devidamente analisados, pois percorrer esses atalhos em várias pessoas é algo extremamente perigoso. Os jogadores podem ser presos e o jogo acabar prematuramente.

Fase Cinco

É aqui que aparecem os Nômades da Noite, pulando muros e correndo em telhados. Essa é uma fase um nível acima em termos de chave de cadeia. Cada um dos Cinco Atalhos são percorridos pelo bando e novos Pontos de Poder, desta vez nos atalhos, nas entranhas da cidade, são registrados após uma discussão coletiva.

Esse ponto do jogo é como no começo, na parte das Derivas, quanto mais jornadas são feitas, mais resultados trarão futuramente. Isso também se faz necessário devido ao fato de que em certos dias, certos caminhos estão mais Vigiados & Controlados, o que faz com que certos pontos de poder sejam ignorados devido a adrenalina do perigo ou fugas apropriadas.

Como nossas regras não são rígidas, muitas vezes acabamos, ao efetuar o caminho pela segunda vez, nos desviando dos percursos e descobrindo Novas & Interessantes Trajetórias. Novos & Interessantes Territórios. Descobrimos também o que se passa no coração dos nômades, quando a terra deixa de ser terra para tornar-se simples solo e suporte. Os caminhos passam a ser um lugar. Os caminhos passam a significar algo, a adquirirem vida.

Fase Seis

Na sexta etapa os jogadores passam a interferir nos Pontos de Poder descobertos coletivamente. Diversos tipos de intervenção são planejadas. Os jogadores discutem o que será feito e providenciam todo o material para criar algo que glorifique cada Ponto Especial de nossos Caminhos Secretos. Voltando aos nômades, é como que a criação de oásis no meio de um deserto da imaginação.

Aliás, chamar de deserto da imaginação é um equívoco, pois as entranhas das cidades estão repletas de arte produzidas espontaneamente pelo povo que, na privacidade de seu lar, dá asas a sua criatividade.

Como intervenção é valido desde a pintura de paredes, muros, árvores e pedras, até o que as imaginações dos jogadores forem capaz de criar. No nosso caso fizemos algumas pinturas, sinalizações enigmáticas, colocamos refeitórios de pássaros em alguns telhados, plantamos algumas plantas e planejamos outras ações ainda não realizadas.

Com isso, os jogadores passam a ter uma nova relação com o território. Depois de descobrir nas fases iniciais os efeitos do território em nossas vidas, a fase passiva, agora trata-se de interferir, interagir com o território, numa atitude claramente ativa.
Essa fase está se estendendo indefinidamente. Essa é a etapa onde estamos atualmente e acredito de todo o coração que o jogo ainda não acabou

Fase Sete

Não sabemos nada sobre essa fase, mas acreditamos que ela exista porque seis é um número muito feio, sete é muito mais cabalístico. Tem toda aquela parada de sete chacras e não sei mais que lá, o que nos leva a crer que o Jogo Psicogeográfico deve acabar na Fase Sete, apesar de nem desconfiarmos de como isso tudo irá acabar.

Francamente, espero que o jogo não acabe na décima quinta delegacia de polícia.

Para Delinqüentes Desobedientes como nós, tá na cara que essa porra de psicogeografia tem tudo pra dar em merda. Rapidamente detectamos & catalogamos casas & quintais fáceis de serem invadidos. Descobrimos também Pessoas Malas & Intransigentes que são chave na hora de contestarmos valores num ataque subliminar ao cotidiano.
Isso significa que a única coisa sincera que tenho a dizer é: aguardem novas merdas.

Para Delinqüentes Desobedientes como nós, tá na cara que essa porra de psicogeografia tem tudo pra dar em merda. Rapidamente detectamos & catalogamos casas & quintais fáceis de serem invadidos. Descobrimos também Pessoas Malas & Intransigentes que são chave na hora de contestarmos valores num ataque subliminar ao cotidiano.

Isso significa que a única coisa sincera que tenho a dizer é: aguardem novas merdas.

::: posted by ARI ALMEIDA at 10:57 AM


nem esse, só o primeiro

Segunda-feira, Outubro 11, 2004 :::
 
Ambição Travestida de Boa Vontade
(ataque cinqüenta e sete)

Lutar contra o Império, mesmo que na Bagaçeiragem & no Deboche, às vezes é uma tarefa ingrata. Não a luta em si, mas os que os filhos de uma puta imperiais fazem da luta pra ganharem dinheiro. É vaidade ferida, eu sei, e justamente por isso fiquei tão puto quando soube tá rolando por aí uma parada que chamam de Marketing Invisível. Uma filhadaputiçe que usa o que nomeamos de Teatro Secreto & Panfletagem Subliminar para vender produtos.

É por essas e por outras que estamos passando por um período de auto-crítica profundo. De tanto ser contra os dogmas, resolvemos dar uma conferida nos dogmas que nós mesmo criamos. Se estão usando nossas táticas, se institucionalizaram o que era transgressão, precisamos então criar novas linhas de fuga.

Uma coisa que sempre pegou foi nosso sectarismo. O fato de nos esconder sob identidades secretas fez com que abríssemos novas portas, sem cuidar das que já tinham sido abertas. Em outras palavras, deixamos a retaguarda desguarnecida. Foi pensando nisso e numa tentativa de pelo menos fazer algo pra chacoalhar a poeira que decidimos fazer os encontros semanais com novos contatos, novas amizades, numa praça no centro da cidade.

Os outros Delinqüentes são meio anti-sociais pra esse tipo de coisa, até porque eles não acompanham muito de perto a divulgação de nosso trabalho que eu faço na net. Chegam às vezes até discordar dessa divulgação. Por isso, pra que a coisa se realizasse, assumi pra mim mesmo que estaria numa JPP, Jihad Pessoal Provisória. Guerra Santa por que eu iria até o fim, ir a todos os encontros nos sábados, nem que não fosse ninguém e eu ficasse sozinho. E Temporária porque senão aí é foda, convicção é um troço engraçado, mas nos outros.

Não deu nega. No primeiro encontro, num frio desgraçado e eu animalescamente com poucas roupas, não foi ninguém. Quer dizer, o Pablo Herrera & um amigo foram, mas como não tínhamos combinado bosta nenhuma de maneira de nos reconhecer, acabamos cometendo a jumentisse de não nos falar. Bom, pelo menos descobri que não tenho cara de Ari, ponto pra mim.

O segundo encontro já foi mais massa. Consegui arrastar Sérgio & Fábio e mais pessoas apareceram. O Pablo voltou, dessa vez sem o amigo. Conheci o Maurílio, que nas antigas usava o nick Filósofo Ignorante e participou do primeiro Flash Mob de Curitiba, que veio com Ígor, seu amigo. Mais o Fábio Salvatti, que conheci através do Orkut. Tomamos umas beras, falamos um monte de merda, damos outro monte de risadas e algumas idéias de Ações Futuras & conjuntas surgiram. Viagens é que não faltaram, nessas rodas de conversa neguinho sempre pira.

Mas algumas Idéias Boas & Realizáveis acabaram surgindo, como pendurar suicidas enforcados em semáforos portando uma mensagem qualquer e fazer stencils de pessoas Atropeladas & Trucidadas em cruzamentos movimentados no centro da cidade. Foi legal ver que a galera tá com muito tesão & com uma criatividade latente. O Império que se cuide!!

Na falta de um consenso imediato e na necessidade de se fazer algo fácil & rápido, acamos combinando uma parada para o outro fim de semana mesmo. Uma parada simples, quase óbvia, engajar-se na Campanha Vote Nulo. Aproveitar a época de campanha e chutar essa bola que tá na linha do gol. Fazer algo, qualquer coisa, por mais besta que seja, é fundamental pra unir um coletivo de pessoas nessa coisa chamada cumplicidade.

Marcamos a palhaçada pro outro fim de semana e depois de passar sete dias trocando e-mails & telefonemas, lá estava eu no sábado de novo, plantado na praça com um enorme pano preto barato e uma lata de tinta branca esperando pelos outros malucos. Sérgio tava comigo, Fábio mijou pra trás e os outros Delinqüentes simplesmente sumiram. Marmita, eu soube depois, passou o fim de semana na casa do primo, internados num Playstation Dois novo. Pablo furou, Fábio Salvatti furou e o Maurílio pelo menos ligou, dizendo que não iria, mas que seu amigo Ígor, mas dois caras diferentes compareceriam. Beleza, melhor do que nada.

Não demorou muito e apareceram os três figuras. Ígor eu já conhecia do outro encontro, os outros dois eram Allan & Alexandre. Já chegaram com latinhas de cerveja na mão, o que me levou a pensar: ih, vai dar merda. Depois de algum tempo estando ligado da Ilusão Anerística e convivendo com a Deusa, tú começa a dar trela a esse tipo de intuição. Lá pelas tantas estávamos nós, cortando o pano ali na praça mesmo, pintando as letras e limpando o pincel na água do chafariz. A praça é pública ou não é?

Fizemos uma bandeira grande, de dois metros e lá vai porrada. Quando olhamos aquele fundo preto pra lá de punk com as letras garrafais brancas formando a frase: VOTE NULO!, não pudemos resistir.

- Vamos estrear essa porra agora mesmo?
- Demorôôô!!

Do nada, sem termos planejado porra nenhuma, acabamos criando uma bela Zona Autônoma Temporária. Esticamos nosso pano com a tinta ainda fresca e meio que escorrendo e fomos ao cruzamentos onde os partidários tremulavam as bandeiras de seus candidatos. Foi foda a cara de quequéisso que as pessoas fizeram na em que estendemos a bandeira. Foi uma coisa inusitada, ninguém esperava por aquilo, acostumados que estão com aquelas bandeiras coloridas nos semáforos.

Os cabos eleitorais dos candidatos oficiais foram os primeiros a cair na gargalhada.

- Ha! Ha! Ha! Que merda vocês estão fazendo? Hehehe!!!

Depois foram os taxistas do ponto da esquina e os barbeiros do salão do lado. Sucesso total nossa campanha, pelo menos noventa por cento de Ibope, posso garantir. Teve cenas memoráveis, como três senhoras de idade avançada que pararam pra nos aplaudir. Outra comédia foi quando uma mina partidária resolveu se invocar com a gente. A única, diga-se de passagem.

- Façam isso! Depois o governo irá comer na tijela de vocês.

Fala sério! Comprar encrenca com Delinqüentes como nós é pedir pra levar. Lá fomos nós entender nosso VOTE NULO! bem na frente de onde ela estava. Ficou nervosa, deu uma porrada com o mastro de sua bandeira na cabeça do Ígor e resolvemos deixar quieto, estávamos em missão de pais, fomos azarar outros. Mina estressada.

Uma das coisas engraçadas da coisa é que os cabos eleitorais se sentiam tão errados diante da cena, sua campanha ficava tão desmoralizada (todo mundo nos aplaudia) que recolhiam suas bandeiras e iam apara outro semáforo. Inevitável que nós gritássemos:

- Tá dominado! Tá tudo dominado!!!

À tardinha fomos embora animados combinado pro outro dia, domingo, uma mega-manifestação nas proximidades da Feirinha do Largo da Ordem, que é onde o povo curitibano costuma ir nos domingos pela manhã. Seria lá o aglomero. Combinamos a concentração pras onze e trinta da manhã, na frente da Catedral. Eu e Sergio pintamos mais duas bandeiras durante a noite e confiamos que a outra galera fosse levar os mastros.

Umas série de ventos claramente planejados pela Conspiração fez com que nossa mega-manifestação não saísse de nossos mais loucos delírios. Da parte dos Delinqüentes fomos apenas eu & Sérgio. Vini tinha brigado com Marília e tava curtindo uma ressaca abissal, Jean tinha inventado um acampamento inesperado, Fábio estava numa de suas crises existenciais e nem saiu da cama e Marmita, pelo visto, ainda não tinha enjoado do Playstation Dois de seu primo.

Só que nem por isso o Inesperado deixou de ser cômico. Ígor estava sozinho, o resto da galera dele inteira também furou, inclusive o Maurílio, que levaria a máquina fotográfica que nosso amigo artista Sérgio usaria para cobrir o evento. Só que a cena dele no alto da Praça Tiradentes foi algo cinematográfico, no sentido dos Irmãos Marx.

Debaixo de um sol de meio dia, num Raro & Cruel dia de calor em Curitiba, lá estava um maluco sem camisa (ela estava amarrada na cabeça) portando seis Enormes & Escrotas varas verdes de bambú recém cortadas a facão para servirem de mastro. Detalhes, os candidatos oficiais cedem tubos de PVC leves a seus cabos eleitorais, nós, toscos por natureza, só tínhamos bambús mesmo. Chamar aquilo de punk é dar moral demais pros punks.

- Porra véio, ninguém veio?
- Sabe como é, domingo é foda, negadinha seqüelada.
- Mas e aí? E agora?
- E agora? Ah, que se foda! Vamos nós três mesmo.

E assim foi feito. E assim descobrimos que o Caos tá com tudo e não dá prosa. Bastou estendermos nossa bandeira de VOTE NULO! num obelisco ao lado do semáforo alvo que já apareceu um louco todo de preto perguntando do que se tratava. Explicamos a coisa toda e cabamos por recrutar mais um voluntário. O cara topou ficar hasteando a bandeira no sinal enquanto eu o Ígor ficávamos correndo com as nossas, sem mastro mesmo, por entre os carros.

Sérgio, num de seus típicos ataques de bichiçe porque não poderia bater suas fotos, ficou sentando numa sombra apenas assistindo e rindo de nossas palhaçadas. Foi muito divertido e, num certo sentido, até gratificante. A maioria das pessoas aprovavam a nossa ¿causa¿ e achavam digna nossa atitude. Como se não bastasse todo o vento favorável, o Além ainda estava do nosso lado.

Instalaram recentemente aqui em Curitiba aqueles odiosos painéis publicitários nos pontos de ônibus. Poluição visual das mais detestáveis. Acontece que o painel do ponto ao lado de onde estávamos, não sei se já estava trincado ou não sei porque caralho, simplesmente explodiu, caindo uma porrada de cacos de vidro pelo chão. Ainda comentei com uma senhora que estava esperando o ônibus no ponto.

- Os espíritos estão do nosso lado!

E assim ficou, quebrando aos poucos até o fim de nosso ato. Tudo ocorreu de forma que eu sento uma Tranqüilidade & Segurança que nunca tinha experimentado em nenhum outro ataque. Cheguei ao ponto de criar umas das TAZ mais loucas de minha carreira. Estacionou um carro da PM, me ajoelhei no chão e estendi no capô do carro um cartaz com o desenho do Latuff com o dedo do meio em riste (sinal de foda-se) e a frase Anula Brasil. Aos poucos baixei o cartaz e apareceu minha singela camiseta preta escrito Foda-se. Perfeito, hilários, os policiais apenas riram. Fazer o que?

Chegou umas horas que eu e Ígor discursávamos feito uns loucos. Eu encarnei o Profeta Alucinado do Descaso eleitoral. Eu dava prioridade pros ônibus, enquanto Ígor não perdoava os carros que tivessem algum símbolo de candidato. Carreata seria o banquete de nossos sonhos. Infelizmente não pintou nenhuma. Não sei se pro nosso azar ou se pra nossa sorte.

- Não viemos aqui pra pedir voto! Não viemos aqui pra pedir dinheiro! Viemos aqui unicamente pra exercer nossa liberdade de expressão!!
- Chega de sustentar vagabundo minha gente!
- Ambição travestida de boa vontade! Isso é que é a política!!!

No final das contas do meio dia até as três da tarde ralando no olho do sol, sem almoço, feios, de apé & sem dinheiro. Chega umas horas que cansa lutar contra o Império. Eu me joguei na calçada e me estendi no chão. Ígor sentou-se na mesma calçada escorado num poste. O desconhecido piá de preto revelou-se um heróis da revolução, não parou de mover a bandeira de um lado pra outro o tempo inteiro.

Sérgio por fim não se saiu de todo inútil, ficou como nosso olheiro reparando nos comentários dos transeuntes. Flagrou o desconhecido de preto pedindo dinheiro pro povo (sujeitinho esperto/ ó a do cara!!) e que muitas pessoas, mas muitas mesmo, perguntavam:

- Quem será que está pagando pra eles fazerem isso?

Isso não só é curioso como também sintomático. Num mundo em que nada foge da lógica do capital, é estranho ver pessoas se divertindo, defendendo uma idéia, sem nenhum dinheiro envolvido. E o mais massa que aquilo pra nós, muito mais do que uma causa defendida, foi um jogo e um jogo muito divertido. Eu diria até insanamente divertido. Tão divertido que não dava vontade de parar. Só paramos porque estávamos definitivamente exauridos de nossas energias vitais. Repito, lutar contra o império cansa.

As fotos não saíram. Teve um povo que até nos fotografou e ficou de enviar depois, mas até agora nada. Nossa estratégias ainda não foram totalmente revistas, mas algo diferente já foi feito, mais pessoas participaram, conheci mais doentes como eu e a coisa vai assim, avançando aos poucos.

Enquanto isso lá vamos nós, com nossa Delinqüência travestida de niilismo.

::: posted by ARI ALMEIDA at 8:14 AM




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